Campo Mourão

Área central de C. Mourão registrou quase 500 acidentes no ano passado

Principais avenidas da área central lideram a lista de atendimento do Corpo de Bombeiros.

Um relatório apresentado pelo Corpo de Bombeiros apontando as ruas e bairros onde ocorreram todos os acidentes atendidos pela corporação em 2016, revela que apenas na área central da cidade foram registradas 492 ocorrências de trânsito no ano passado, de um total de 1.354 em todo o município. Ao separar os atendimentos por ruas e avenidas, constata-se que a avenida Goioerê lidera a lista com 57 acidentes, seguida pela principal avenida da cidade, a Capitão Índio Bandeira, com 53; João Bento, com 46; Manoel Mendes de Camargo (44); Irmãos Pereira (41); Jorge Walter (28) e José Custódio de Oliveira (27).

Já a Perimetral Tancredo Neves, levando em consideração apenas o trecho da área central pelo Corpo de Bombeiros, foram 15 acidentes em 2016. Outras avenidas mais afastadas do centro, como a Guilherme de Paula Xavier e Norberto Marcondes, tiveram números mais amenos, com 10 atendimentos cada uma. “É um número muito elevado de acidentes e, principalmente de vítimas pelo tamanho da cidade”, afirma o capitão João Paulo Bossoni Miosso, comandante do Corpo de Bombeiros de Campo Mourão.

Quanto às ruas que cortam o centro da cidade, as mais “violentas” são as principais: Brasil e Araruna, com 10 e 11 atendimentos, respectivamente. Os registros das demais ruas foram abaixo de dez. O comandante dos Bombeiros lembra ainda que o Samu também presta atendimento de acidentes na cidade, os quais não constam neste relatório.

Zona rural

Depois da área central, a zona rural de Campo Mourão aparece na sequência, com 129 acidentes, seguido de perto pelo Lar Paraná, que registrou 119 atendimentos. A maioria das colisões no Lar Paraná ocorreu na avenida John Kennedy, com 47 ocorrências, trecho que compreende a continuação da rodovia BR-272 e que, portanto, concentra a maior movimentação de veículos.

Outros bairros mais afastados do centro tiveram bem menos atendimentos por parte do Corpo de Bombeiros em 2016. A sequência da lista tem o jardim Albuquerque, com 39 ocorrências de acidentes, seguido do jardim Aeroporto (34), Santa Cruz (30), jardim Nossa Senhora Aparecida (27), Cidade Nova (24), Tropical I e II com 21 cada um, Alvorada (20), Araucária (17), Pio XII (15), Modelo, Copacabana e Guarujá (14), Paulista e Bandeirantes (12), Urupês (11), Gutierrez e Jardim Silvana, com dez cada um. Os demais bairros ficaram abaixo de dez

Feridos

Com tantos acidentes de trânsito na cidade, o número de vítimas também é grande. Um outro relatório apresentado pelos Bombeiros, referente ao período de janeiro a maio de 2017, mostra que o Siate registrou 355 acidentes no período, os quais resultaram em 466 vítimas. Ou seja, são cerca de 90 pessoas feridas por mês no trânsito do município. Com tanta gente ferida no trânsito, os leitos hospitalares ficam completamente lotados e a maioria permanece afastada por vários dias do trabalho, comprometendo o setor de saúde e econômico do município. “Gera vários tipos de transtornos ao município”, observa o capitão Miosso.

A motocicleta continua sendo a grande “vilã” dos acidentes, estando envolvida na maioria das colisões. No mês passado, por exemplo, dos 76 atendimentos de acidentes atendidos pelos bombeiros, 38 envolvia motociclistas. Em um desses acidentes, um adolescente de 16 anos acabou perdendo a vida, ao bater a moto que conduzia contra uma carreta que estava estacionada em uma rua do Lar Paraná

Ainda no mês de maio outro jovem, identificado por Felipe Kehl, 19 anos, morreu após o carro em que estava invadir a avenida João Bento e bater em um motociclista e depois contra duas árvores. O veículo era conduzido por um homem de 35 anos, que havia bebido antes de dirigir. Kehl foi lançado para fora do veiculo e morreu no local.