Prefeitura vai fazer distribuição de 100 mil máscaras à população de Campo Mourão
Após o anúncio da continuidade do fechamento do comércio por mais esta semana e, que, a partir de agora, a população será obrigada a fazer o uso de máscaras de proteção para enfrentamento ao Coronavírus (Covid-19), o prefeito Tauillo Tezelli (Cidadania), anunciou que a administração pretende fazer a distribuição gratuita de 100 mil máscaras caseiras à população da cidade. A iniciativa é para garantir que todos os moradores estejam mais protegidos de infecção pelo vírus.
Ao mesmo tempo, com isso, a prefeitura vai gerar emprego e renda a profissionais de costura que estejam em casa sem trabalhar. “A ideia é já irmos nos preparando para a abertura do comércio. Por isso queremos dar condições a todos moradores de Campo Mourão de terem no mínimo uma máscara. Só não irá usar quem não quiser”, falou Tezelli, em entrevista na manhã deste domingo de Páscoa à TRIBUNA.
Para isso, a prefeitura irá lançar nesta semana um programa emergencial para ação. Devido a urgência, a ideia é que todo o trâmite burocrático seja feito ainda nesta semana para que a produção das máscaras inicie o quanto antes, já que o município prevê a abertura gradativa do comércio a partir do dia 20 deste mês. “Pelo programa, nossa ideia é fazer o credenciamento destes profissionais que estão em casa sem trabalhar”, explicou o prefeito.
A ideia da prefeitura é pagar por mascara produzida, ou seja, quanto mais unidade fabricadas, mais o trabalhador irá arrecadar. “Já pedimos à Ação Social para abrir o processo e fazer o credenciamento dos profissionais”, disse Tezelli. A distribuição das máscaras à população será feita pela própria pasta, que vai gestionar o programa. A entrega poderá ser feita diretamente na casa dos moradores ou em locais estratégicos que ainda serão definidos. “Se você está em uma fila de banco por exemplo, respeitando o limite de 1,5 metro a dois metros e usando máscara, a proteção já será muito maior”, falou Tezelli.
Atualmente, Campo Mourão tem 26 casos de Coronavírus, 1 caso para cada 3,6 mil moradores e 4 mortes. O número preocupa a Saúde. Tezelli lamentou decisões mais drásticas tomadas por sua administração para o enfrentamento à pandemia, como fechamento do comércio, por exemplo. No entanto, ele afirmou que essa medida vem sendo tomada sempre em conjunto com o Comitê Municipal de Saúde e Comitê Municipal de Acompanhamento ao Coronavírus.
“Para reabertura do comércio recebemos recomendação do Ministério Público cobrando parecer técnico. Levamos então ao Comitê de Acompanhamento e Comitê da Saúde, e os profissionais não recomendam abertura”, argumentou.
O gestor disse que no decorrer desta semana irá se reunir novamente com os comitês informando dados da situação econômica do município. A ideia é negociar a reabertura do comércio de forma gradativa e com isso ganhar tempo até que todos moradores recebam suas máscaras e pico de contágio da doença perca força. “Vamos mostrar as demissões que já aconteceram, a situação do comércio e dificuldades das empresas neste momento”, falou, ao pedir a compreensão dos empresários. “Sabemos das dificuldades e da importância do comércio para a economia do município, mas não temos outra saída”, frisou.
Para enfrentamento à pandemia, o município aumentou também de 300 para 1 mil/mês o número de cestas básicas entregues a famílias mais carentes. Também a merenda escolar continua sendo entregue às crianças da rede municipal. “Criamos também outro albergue para moradores de rua. São ações que tivemos que tomar para diminuir o sofrimento dos moradores”, argumentou Tezelli.

