Caixa abre mais cedo e fila para receber benefício emergencial dobra quarteirão

As agências da Caixa Econômica Federal, incluindo a de Campo Mourão, abriram duas horas mais cedo nesta segunda-feira (04), para atender as pessoas cadastradas para o auxílio emergencial de R$ 600,00 liberado pelo governo federal por conta do Coronavírus. O atendimento foi iniciado às 8 horas e a fila dobrou o quarteirão. A Caixa também abriu no sábado (02) e a fila foi ainda maior.

Os primeiros da fila chegaram de madrugada. O chapeiro Bryan Miguel Tonolo disse que chegou às 6h40. Ele conversou com a reportagem da TRIBUNA às 8h15, já próximo da porta da entrada da agência. “Faz mais de um mês que não estrou trabalhando e esse dinheiro já ajuda. Não é o ideal, mas a gente entende que é o possível para esse momento”, comentou o trabalhador, que mora em Campo Mourão.

Um pouco atrás dele estava o autônomo Rubens Siqueira, também morador de Campo Mourão. “O negócio ia até bem quando veio essa doença e parou tudo. Jamais imaginei passar por uma situação como essa, precisando de ajuda das pessoas até para comprar o necessário. Esse auxílio do governo é importante, mas o que a gente quer mesmo é voltar a trabalhar”, disse ele.

Entre os que aguardam na fila, também há aqueles que não têm direito ao benefício e mesmo assim fizeram cadastro. É o caso de uma dona de casa de Araruna, cuja identidade será preservada. “Eu nunca trabalhei fora, nunca tive renda”, admite a mulher, que estava na fila ao lado do marido aposentado. 

Conforme o que foi divulgado pela Caixa, ela faz parte da população economicamente inativa, assim como os estudantes, portanto sem direito ao benefício. Levantamento da Dataprev, empresa pública responsável por identificar quem tem direito ao benefício, pelo menos 30 por cento dos cadastrados não se enquadram nos critérios exigidos.

Para organizar a fila do lado de fora a Caixa contou com o apoio de Bombeiros Civis, que tiveram bastante trabalho, especialmente para fazer com que as pessoas mantivessem a distância de dois metros umas das outras. “A maioria colabora, mas tem gente que insiste em não respeitar”, disse o trabalhador. Quanto a obrigatoriedade do uso de máscaras, pelo que foi constatado pela TRIBUNA, todos obedeceram.