Coamo encerra Plano Safra 2020/21: “espetacular”, avalia Gallassini
A Coamo Agroindustrial Cooperativa encerrou o seu Plano Safra 2020/2021, que oferece aos associados condições especiais para aquisição de insumos para o plantio da nova safra, que inicia em setembro deste ano. Embora ainda não tenha divulgado números, o presidente do Conselho de Administração, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, avalia como um ‘grande sucesso’ o planejamento disponibilizado anualmente pela cooperativa aos seus associados.
“Tivemos um grande Plano Safra Coamo este ano, que é um programa de fornecimento de produtos e insumos aos cooperados onde faz seus pedidos para a próxima safra. Todo ano temos tido um sucesso, mas este ano o plano foi espetacular”, avaliou Gallassini, em entrevista ao Informativo Coamo desta quarta-feira (20). Segundo ele, o Plano está ‘muito bem estruturado’, mesmo com a ascensão do dólar, que poderia impactar nos preços, principalmente de fertilizantes.
Sem citar números, Gallassini informou que os volumes foram muito grandes com a cooperativa oferecendo condições atrativas aos associados. Segundo ele, o cooperado entendeu que os preços foram significativos e isso permitiu que a maioria fizesse seus pedidos. “Está sendo um ano difícil porque temos o coronavírus, uma crise que está afetando muito economicamente o país. E mesmo assim conseguimos fazer o plano. Adquirimos todos os produtos com o dólar a preço ainda mais baixo o que foi muito bom. Inclusive apelamos aos cooperados há alguns dias antes do encerramento para fazerem o seu plano porque não se sabe o que vai acontecer depois”, comentou.
Devido a incerteza do mercado causada pela pandemia do coronavírus, o presidente informou que os preços de todos os produtos (insumos agrícolas) já não são mais aqueles do plano. “São maiores, e significativamente maiores”, observou, ao comentar que todos os cooperados tiveram a oportunidade de fazer seu plano. “Temos que agradecer toda equipe que fez um trabalho muito grande para atender os cooperados e agradecer ao cooperado que entendeu que o plano realmente é bom”, argumentou.
Referente ao Plano Safra 2020/21, Gallassini comparou o custo de produção mais baixo ao cooperado Coamo. Segundo ele, em 2019, o produtor pagou 71 sacas de soja para plantar um alqueire, enquanto neste ano serão 58 sacas. “O que demonstra que é um plano muito bom, porque tudo subiu. E na hora da compra tivemos sorte de pegar o dólar ainda baixo adquirindo todos os produtos necessários para o plano, garantindo um custo de produção ainda menor do que ano passado”, falou.
O presidente comenta que se o clima colaborar a safra 2020/21 terá resultados significativos. “É uma atividade de risco, mas temos possibilidade de ter oportunidade de implantar uma lavoura para o ano 2020/21 com custo compatível com atividade”, disse ao comentar que o produtor está mais preparado para enfrentar o clima mais seco entre março a setembro e época das águas de setembro em diante. “Isso lá atrás era muito significativo, mas hoje não temos tido mais problemas. Ano passado ameaçou um pouco de seca, depois deu certo e tivemos a maior safra de todos os tempos que a Coamo recebeu”, avaliou, ao destacar que os bons preços dos produtos agrícolas, com a soja chegando a R$ 100,00 a saca, contribuíram para os bons resultados.
Para se ter ideia, a cooperativa recebeu mais de 90 milhões de sacas de soja em 2019. “Vendeu bem e ainda está vendendo. O cooperado entendeu que o dólar estava subindo em função da crise econômica e agora em função do vírus e aproveitou”, frisou. Segundo Gallassini, cerca de 30% da safra dos cooperados do próximo ano já foram comercializados.

