Falha em cartão alimentação causa transtornos a consumidores em Campo Mourão e Procon apura caso
Uma falha, ao que parece ser sistêmica no cartão-vale-alimentação BK, conforme relatos de consumidores, tem causado muita dor de cabeça e transtornos a quem utiliza este tíquete-alimentação em Campo Mourão. O cartão é gerido pelo grupo BK Bank e é utilizado pelos servidores públicos municipais e outras empresas da cidade. Diante da gravidade da situação, o Procon da cidade está acompanhando o caso e já fez contato com a empresa que gerencia o cartão para que adote providências para a regularização da situação o mais rápido possível.
Enquanto isso, alguns estabelecimentos comerciais, como supermercados, por exemplo, não estão aceitando esse vale-alimentação devido às falhas, prejudicando consumidores. O diretor da unidade do Procon de Campo Mourão, Edilson Moreira, foi ouvido pela TRIBUNA e comentou o caso.
“Está ocorrendo uma inconsistência no sistema do BK. Alguns mercados (na terça-feira) somente, após várias tentativas, conseguiram passar o cartão. Devido ao problema, filas começaram a se formar nos mercados, porque algumas pessoas tiveram que redefinir senha e tudo mais do aplicativo para que conseguissem passar as compras. Em razão desta inconsistência, os mercados estão deixando de receber com o BK e informando os consumidores, afixando avisos na entrada dos estabelecimentos para que eles tenham conhecimento da inconsistência do sistema temporariamente”, comentou Pereira.
Ele afirmou que o Procon está em contato com a empresa para que faça a correção o mais rápido possível, para que os servidores possam usar normalmente seus cartões. Ao tomar conhecimento da situação, a reportagem da TRIBUNA visitou dois grandes mercados na área central de Campo Mourão, que confirmaram problema no sistema do tíquete-alimentação. Em um deles, o Procon já havia inclusive repassado orientações e já não estava mais aceitando o vale-alimentação.
A TRIBUNA fez um levantamento no site Reclame Aqui e encontrou várias reclamações de clientes de várias cidades do país enfrentando o mesmo problema. Existem casos, inclusive, de o consumidor, depois de ter já feito a compra, ter que deixar o carrinho para trás por conta de problemas com o cartão.
A BK Bank, que gerencia o vale-alimentação, foi recentemente alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), que apura ligações da empresa com o PCC. Segundo as investigações, a empresa teria movimentado R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024 e funcionaria como banco paralelo da facção. Foi emitida também uma ordem de bloqueio pela Justiça de todos os valores emitidos sob responsabilidade da empresa, que foi fundada em 2019.
Conforme os vários relatos, foi após esta operação que consumidores passaram a relatar os problemas enfrentados. Na noite dessa terça-feira, a prefeitura de Campo Mourão emitiu uma nota pública à imprensa. Disse que foi surpreendida pela notícia da investigação envolvendo a empresa que venceu a licitação em 2022 e é responsável pela gestão do cartão de vale-alimentação dos servidores municipais.
Segundo a administração, servidores relatam que alguns estabelecimentos comerciais deixaram de aceitar o cartão nessa terça. “No entanto, até o momento, nenhum estabelecimento comunicou oficialmente o fato à prefeitura”, informou o município no documento.
Ainda conforme a nota, o prefeito da cidade, Douglas Fabrício, determinou o acionamento imediato da equipe jurídica da administração municipal para acompanhar o caso e tomar todas as medidas necessárias. O objetivo, segundo a prefeitura, é resguardar os direitos dos servidores e garantir a normalização do serviço.
Na nota, a administração reafirma seu compromisso em assegurar que os servidores não sejam prejudicados e reforçou que atua “com responsabilidade, buscando sempre a transparência e a boa gestão dos recursos públicos, de forma a proteger tanto o interesse coletivo quanto a valorização do funcionalismo municipal”.
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