Buffet Telhados de Paris: da ‘menina do buffet’ à renomada chef de cozinha Ana Paula Daleffe
Em janeiro de 2000, uma “menina” de 20 anos começou a dar corpo a um dos tantos sonhos terrenos: a gastronomia. Recém gerada a primeira filha, ela não queria apenas vivenciar o ritual das fraldas, pomadas e cuidados com o bebê. Estava obcecada agora em ajudar com grana em casa. E, à sua maneira, iniciou uma trajetória de enorme sucesso. A jornada não surgiu ao vento, não. Veio das raízes da avó, a dona Clarinda. Foi ao lado dela quando aprendeu a fazer os almoços da casa, ali, junto ao velho fogão à lenha. O cheiro, o sabor e o modo de preparo, sempre com amor, jamais foram esquecidos. E chegaram à batalha dos dias atuais, agora, em sua própria empresa, o Buffet Telhados de Paris, que comemora 25 anos.
A “menina” em questão cresceu. Hoje, Ana Paula Moraes Daleffe já é uma mulher. Determinada, nunca teve medo em empreender. Aos oito pedia que a avó fizesse sonhos recheados com goiabada. E com eles, numa pequena cesta, arrastava outros primos à rua. Só retornavam após venderem todos. Os aprendizados desde criança evoluíram. E sobrou ao tempo ditar o que viria pela frente.
Era o ano de 2000 quando, aos fundos de casa, começou a fazer docinhos de festa. Amigos foram comunicados e a fama logo se espalhou: “Tem gente boa na área”. Pedidos aumentando, veio o primeiro convite a um evento. Então, mesmo sem panelas, taças, talheres ou qualquer outra coisa, aceitou o desafio. Era o aniversário de uma médica. Pouco mais de 20 mulheres. Cozinhou, se apresentou e ganhou aplausos. Era o começo da promissora empreitada. Ali, naquele momento, não havia mais voltas.
Então o propósito rumou. E nem mesmo os percalços, as dificuldades, foram o bastante para freá-la. Momentos ruins, anos de economia em queda, nada a parou. As incertezas acabaram todas colocadas de lado. E sabe o porquê? Porque a “menina” jamais parou de sonhar. Os sonhos, sempre aliados aos estudos, indicavam mais direções. Se aquela não dava, ia por outra. Uma conta simples de matemática. Mas de difícil resolução aos temerosos em empreender.
Sempre buscando inovações, fez incontáveis cursos com os melhores chefes de cozinha do Brasil. E quando ela não podia ir até eles, os trazia a Campo Mourão. Vários deles não sabiam nem qual estado ficava a cidade. Assim, com novos métodos e gastronomia de alta qualidade, conquistou gente de inúmeras regiões: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e, por óbvio, o Paraná.
Foram muitos os casamentos, festas corporativas, aniversários de 15 anos. E até a inauguração de um espaço destinado a velórios, acredite. Naquele dia o coquetel foi encerrado antes do tempo. É que um corpo estava a caminho, também, antes do tempo. Todos, eventos memoráveis, não esquecidos pelos contratantes até os dias atuais. E que, de uma certa maneira, tornaram-se amigos do Telhados de Paris.
Hoje, o buffet continua sediado em Campo Mourão, muito embora já tenha recebido convite para se fixar em outras cidades, até mesmo por prefeitos. E não podia ser diferente. Onde se começa, se permanece. Tanto é que muitas pessoas passaram a assimilar Campo Mourão ao Telhados de Paris. Nomes fortes, mas longe dos grandes centros. E quem disse que daqui não saem boas coisas?
“Acredito que toda a excelência que alcançamos se deva também ao nosso time. Mais que colaboradores, são nossa família. A família Telhados de Paris”, disse Ana Paula. Hoje, cerca de 95% dos eventos da empresa são realizados fora da cidade. De uma certa maneira, respeito adquirido ao longo dos anos. “A cada evento, seja qual cidade for, deixamos uma semente ali plantada. E é ela quem continua nos levando”, explicou.
E os sonhos não param. Para o ano de 2026 um novo planejamento já está traçado. A empresa projeta uma diferente linha contemporânea de serviços. Um novo formato. Uma tendência inovadora. Um conceito singular. “Sempre fomos precursores de novas tendências. Nós inspiramos”, disse Ana Paula.


