Fórum sobre fim da vacinação contra aftosa vai reunir lideranças regionais
Pecuaristas; entidades e lideranças do setor agropecuário no Estado; representantes dos poderes executivos e legislativos; entidades de classe; empresas de planejamento; órgãos e técnicos do setor agropecuário (público e privado) de toda a região da Comcam são esperados para participar de um fórum regional no próximo dia 14, em Paranavaí, para debater com entidades do setor agropecuário as ações necessárias para solicitação e reconhecimento do status de área livre de febre aftosa, sem vacinação. O evento será a partir das 13 horas, no Centro de Eventos de Paranavaí, localizado na Avenida Dp. Heitor Alencar Furtado, 3260.
De acordo com o supervisor regional da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), em Campo Mourão, Emanuel Roberto da Silva Vaccarelli, ao todo serão seis fóruns regionais. Além de Paranavaí, os eventos acontecem também em Cornélio Procópio (15), Curitiba (16), Guarapuava (21), Pato Branco (22) e Cascavel (23).
O convite para o encontro está sendo feito para prefeitos, vereadores, secretários da agricultura, criadores de gado, donos de casas agropecuárias que comercializam vacinas, proprietários de frigoríficos e laticínios, empresários do setor agropecuário, entre outros ligados à área, ressaltou Vaccarelli.
Durante o encontro serão discutidas as principais mudanças no sistema de vigilância para febre aftosa após a suspensão da vacinação. Segundo o supervisor, serão debatidos, por exemplo, os impactos da medida na economia, o porquê da retirada da vacina, e como isso pode afetar o setor. Todas as regionais estarão presentes no evento, frisou.
O evento contará com palestras com os seguintes temas: Saiba o que muda após a suspensão da vacina contra febre aftosa, com Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar; e Por que o Paraná deve parar de vacinar?, com Elias José Zydek, diretor executivo da Frimesa. As palestras serão realizadas respectivamente às 14 horas e 14h30. Já das 15 às 16 horas, haverá espaço aberto para as autoridades.
A promoção dos Fóruns tem o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento; Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Ministério da Agricultura, Sistema Faep/Senar, Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Emater e Sistema Ocepar, além de entidades locais que apoiam com recursos físicos, como a Prefeitura Municipal de Paranavaí, Sociedade Rural de Cornélio Procópio, Fiep, Unicentro e Sociedade Rural de Pato Branco.
Segundo o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, o Paraná ocupa a primeira posição do ranking nacional na produção e exportação de frango de corte, e a terceira posição na produção de carne suína. As duas cadeias têm grande importância econômica para o Estado, e geram emprego e renda. A suinocultura, assim como a bovinocultura de corte, tem grande potencial de crescimento com o advento da suspensão da vacina contra febre aftosa, ao agregar valor aos seus produtos.
As ações de defesa agropecuária no Paraná vêm se aprimorando há muitos anos, atuando na fiscalização dentro das propriedades, no trânsito animal e nas indústrias que do setor de produtos de origem animal, além da realização de diagnósticos importantes para que as ações sejam efetivas e oportunas.
Última campanha
A suspensão da vacina contra febre aftosa pelo Paraná, que pertence ao bloco V conforme definição do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), foi pleiteada pelo Estado para que a última campanha de vacinação seja em maio de 2019.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento entendeu, após duas auditorias no serviço veterinário oficial do estado, que o Paraná tem condições de suspender a vacinação e buscar o status de livre sem vacinação.
Entretanto, este processo gera algumas mudanças, principalmente no trânsito interestadual de animais de produção, a exemplo da proibição do ingresso de animais vacinados no Estado. Assim, todas as alterações devem ser comunicadas estrategicamente, antes de encerrar a campanha de vacinação de maio, a toda a sociedade, em especial aos agentes ligados ao agronegócio.
reconhecimento do Estado como livre de febre aftosa sem vacinação provocará uma transformação nas cadeias produtivas de proteínas animal, impulsionando significativamente as exportações de carnes e derivados na mesma medida em que os principais mercados consumidores, que simplesmente não compram carne de regiões que vacinam contra febre aftosa, eliminarão as restrições impostas. Estima-se que 65% do mercado mundial de carne suína, principal segmento a ser beneficiado com a medida, imponha tal restrição.

