Brasil ou Boate?

Todos os dias ligamos nossa televisão e só assistimos que as taxas vão aumentar, que as multas vão dobrar, que os salários dos parlamentares vão subir. Essas são as notícias que o povo brasileiro escuta diariamente em nossos telejornais; e mais, se não bastasse, estão sempre procurando algo para poder arrecadar mais e mais. Outra coisa que escutamos todos os dias é que existem crianças passando fome, tanta gente sem trabalho, hospitais sem médicos e um monte de obra superfaturada parada pela justiça. E para onde vão essas arrecadações, que dobram e que aumentam? Deve ser para a boate, porque para o nosso Brasil com certeza não é.

Precisamos fazer algo, pois os salários de nossos governantes são os mais altos do mundo! Sim, os mais altos do mundo. Em média, segundo o jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, cada parlamentar custa por minuto ao contribuinte cerca de 11,545 mil reais — isso mesmo, um absurdo. Espera aí que tem mais: cada senador sai por ano 33 milhões de reais e um deputado, 6,6 milhões. Comparando a outros países, o parlamentar do Brasil custa 10,2 milhões; na Itália, 3,2 milhões; na França, 2,8 milhões; na Espanha, 850 mil; e na vizinha Argentina, 1,3 milhão. Enquanto isso, o contribuinte briga por um salário de miséria — uma vergonha. E mais uma vez eu pergunto: Brasil ou boate? Por isso os países de fora veem o Brasil como uma boate, pois todo mundo faz o que quer em nosso tão querido país; roubam mesmo, sem piedade.

Saiu em uma pesquisa da revista norte-americana Forbes que nosso querido presidente Lula teria arrecadado 2 bilhões de dólares — ou seja, 3 bilhões e 200 milhões de reais — para seu próprio capital. E de onde ele tirou isso? Se ele nunca teve nada, era um operário! Difícil acreditar que, trabalhando, e com o salário de um presidente, chegue a tanto para ter um patrimônio dessa grandeza. Se continuar assim, não vamos ter nada, pois tudo é do governo. Se você não pagar os impostos do seu carro em dia, eles prendem; então, não é nosso. Se você não pagar o IPTU da sua casa, eles bloqueiam, e também não conseguimos vender — então, também não é nosso. Acho que nada é nosso mesmo; vivemos pagando um aluguel eterno que só acaba quando morremos, e olhe que até para isso precisamos pagar, e muito ainda.

Brasil ou boate? Fica aqui essa pergunta a todos os leitores. Precisamos ser formadores de opinião, tentar reverter um quadro que está em coma há várias décadas, para vivermos em um Brasil de verdade, com distribuição de nossos impostos corretamente, em um país mais digno e justo para todos. Porque, enquanto isso não acontecer, vamos viver em uma verdadeira boate.

Sergio Martins Zanoli, empresário – Imobiliária Japurá