Pablo Cezar & Barbieri: dupla que construiu trajetória em Campo Mourão coloca o pé na estrada

Depois de construir o nome na base do palco — bar, festa, evento e estrada curta pela região de Campo Mourão —, a dupla Pablo Cezar & Barbieri decidiu sair do circuito onde já é reconhecida e levar o trabalho para fora do Paraná. O plano é simples e direto: pegar a estrada, divulgar o projeto mais recente e abrir portas em cidades maiores. O destino é Goiânia, “berço sertanejo”. Serão cerca de 1.100 quilômetros de estrada em um “santanão” (VW Santana) emprestado pelo amigo Neivaldo Moretti, de Tapejara. Os dois seguirão com a “cara e a coragem” e a fé em Deus.

A dupla foi formada oficialmente em 2018, mas a parceria começou antes, quando Barbieri ainda fazia violão para Pablo, que na época seguia carreira solo como Pablo Medeiros. “Uns três meses depois formamos a dupla”, contou Pablo. A primeira apresentação dos dois como dupla aconteceu em 2017, no período em que ainda existia o Bareco (no local onde hoje funciona o Dona Chica).

A história dos dois passa por um ponto comum: a lanchonete do pai de Pablo, próxima ao campus do Integrado, conhecida como “bar do Carlão”. Pablo trabalhava ali fazendo um pouco de tudo — do caixa ao atendimento — e cantava nos fins de semana. “Meu pai tinha uma lanchonete… Eu trabalhava de garçom. Na verdade, fazia um pouco de tudo”, relatou. O interesse pela música vem da infância. “Meu irmão tocava violão e aprendi com ele. Tinha uns sete anos”, falou.

Pablo Cezar & Barbieri em 2018, logo após o início da dupla

O projeto cresceu. Presença constante, repertório ajustado para a noite e circulação pela região. O sertanejo raiz entra pela identidade; o universitário, pela demanda do público. “A gente tá na noite, a gente tem que atender todos os públicos”, explicaram.

Agora, o plano muda de escala. Eles vão cruzar São Paulo, com parada prevista em São José do Rio Preto, e Minas Gerais, até chegar em Goiás. No caminho, a dupla já tem um show garantido em Uberlândia, no domingo (11), antes de seguir viagem. A previsão é sair sábado de manhã e chegar em Goiânia no fim da tarde de segunda-feira (12). A permanência em Goiás deve ir até o dia 20, quando retornam a Campo Mourão para retomar a rotina da empresa e a agenda local.

A ideia da viagem, segundo Barbieri, veio de Adão Cavanha, um amigo da família. “Ele disse que eu e o parceiro tínhamos que ir para Goiânia e daí surgiu a ideia”, contou. O Santana foi emprestado por um amigo e chegou a passar por revisão completa. “Ele fez uma revisão no carro e até trocou os bancos”, disseram.

A dupla vai para Goiânia para divulgar trabalho, fazer contatos e “ver o que acontece” com a incerteza típica de quem decide tentar. No vocabulário deles, vão com “a cara e a coragem”.

“Cê Tá Maluco”

O material que eles levam na bagagem é o projeto acústico “Cê Tá Maluco”, descrito como um álbum com 10 pot-pourris, cada faixa reunindo trechos de duas ou três músicas, o que deve totalizar cerca de 23 a 24 canções. O repertório, segundo a dupla, é composto por clássicos do sertanejo e referências diretas do estilo que eles defendem no palco.

A missão em Goiânia inclui também tentar uma agenda de reuniões. Eles citam o produtor Pinocchio, ligado a trabalhos com duplas conhecidas nacionalmente, como contato desejado. A dupla também falou sobre a intenção inicial de buscar estruturas ligadas ao meio sertanejo na capital goiana, mas já reconhece mudanças no cenário: “Eu descobri que o Leonardo não tem mais produtora lá”, comentaram.

Nos lançamentos recentes, a dupla cita músicas que circularam bem no público da noite e em registros ao vivo, como “Amigo Bom de Gela”, do projeto “Ao Vivo no Recanto” (2023), e “O Zóio Encheu de Água”, parceria com Felipe Santiago, lançada como single em 2024. Também mencionaram a pré-produção “Cama Gelada”.

Apesar do repertório consolidado, os dois revelam que ainda há um ponto em aberto na trajetória: não têm músicas autorais. O projeto tem sido sustentado por interpretações e pela força do show ao vivo — a identidade construída no palco, onde a leitura do ambiente e a resposta do público definem o andamento da apresentação.

Entre a música e o agronegócio

Fora dos palcos, a rotina é dividida. Pablo é acadêmico de Agronomia (2º ano). Barbieri é formado na área. Os dois mantêm uma sociedade em uma corretora de sementes e insumos (Ritmo Rural Agronegócio), conciliando a agenda musical com o trabalho no agronegócio. “A nossa rotina é dividida entre a música e o agronegócio”, resumiu Barbieri.

A dupla reconhece que o principal obstáculo segue sendo o financeiro, especialmente sem empresário. Por isso, a viagem mobiliza apoio de familiares, amigos e parceiros. Inclusive toda ajuda em qualquer valor é bem-vinda. A chave Pix é o CPF: 09409255910 (Luiz Henrique Barbieri).

Serviço

Para contratação de shows, o contato da dupla é (44) 9.9937-4298.
Os trabalhos da dupla também podem ser acompanhados no Instagram @pablocezarebarbieri