Chefão de organização criminosa que atuava em Campo Mourão é preso no litoral do Paraná

Uma ação integrada da Polícia Civil do Paraná resultou na prisão de um homem de 44 anos, líder de uma organização criminosa responsável por tráfico de drogas e homicídios em Campo Mourão e região. O principal alvo foi capturado na cidade de Matinhos, no litoral paranaense, durante trabalho de monitoramento que contou com a atuação da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, da equipe Tigre (unidade especializada em homicídios), da delegacia responsável pela investigação no litoral e do Gaeco.

A prisão ocorreu na tarde dessa terça-feira (13) e integra as ações da Polícia Civil no âmbito da Operação Verão Maior Paraná, voltada à localização de foragidos e ao reforço da segurança pública no litoral. Além do líder, outros dois integrantes do grupo criminoso — apontados como responsáveis pelo setor financeiro e apoio operacional — também foram presos. A ofensiva foi coordenada de forma simultânea para impedir tentativa de fuga ou reorganização à distância.

Durante a ação, os policiais apreenderam duas armas de fogo, sendo uma delas calibre 9 mm equipada com seletor de rajada, além de 90 munições, documentos falsos (RG) usados para burlar fiscalizações, aparelhos celulares, joias, dinheiro em espécie e cartões bancários. Um dos detidos já possui condenação em outro processo e será encaminhado imediatamente ao sistema penitenciário para cumprimento da pena.

Durante a ação, os policiais apreenderam duas armas de fogo, sendo uma delas calibre 9 mm equipada com seletor de rajada, além de 90 munições, documentos falsos (RG), entre outros materiais

O delegado adjunto de Campo Mourão, Nivaldo Souza Ferreira, concedeu uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (14) para comentar a prisão. Ele destacou que o êxito da operação decorreu do compartilhamento de informações entre as forças de segurança. “O trabalho integrado da Polícia Civil, com troca de dados entre a 16ª Subdivisão, a delegacia do litoral e o Gaeco, foi decisivo para prender esses criminosos. Essa cooperação permitiu alcançar resultados concretos”, afirmou. Ele ressaltou ainda que o investigado tinha prisão preventiva decretada por Campo Mourão e outros mandados em aberto, e que as investigações prosseguem.

Durante a coletiva de imprensa, a delegada Laryssa Grandis Lima explicou que a estrutura do grupo já havia sido identificada no curso da Operação Leste Sangrenta, deflagrada em outubro de 2005 em Campo Mourão, quando ficou evidenciada uma organização hierarquizada e estruturada. “Com a prisão do líder e de outros dois integrantes da liderança, acreditamos ter desestruturado uma das organizações criminosas que atuavam em Campo Mourão. Eles tinham predisposição para eliminar desafetos, seja por acerto de contas ou disputa de território”, disse.

Segundo a Polícia Civil, o chefe capturado exercia papel central no comando do tráfico e na ordem de crimes violentos para manter o controle territorial. Parte dos homicídios registrados nos últimos anos em Campo Mourão está relacionada à atuação desse grupo, conforme a Polícia Civil. Com as prisões e a apreensão de armamento, a avaliação é de que a célula criminosa ficou praticamente desarticulada.

O delegado adjunto de Campo Mourão Nivaldo Souza Ferreira concedeu uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (14), para comentar a prisão

Segundo o delegado Nivaldo Ferreira, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer crimes ainda pendentes. “Com a prisão do líder (e seus dois comparsas), o grupo criminoso fica desarticulado. A nossa expectativa é que, com a prisão deles, muitos crimes irão diminuir na cidade”, ressaltou o delegado.