Há 8 anos à espera de um lar definitivo, Fiapin simboliza o trabalho silencioso da PAIS
A história a seguir não é roteiro de filme. É real. Retrata a vida de um cãozinho guerreiro. E, hoje, cheio de vida: o amável Fiapin. Há 8 anos, ele foi resgatado e aguarda um lar definitivo. É isso mesmo. Ele está há quase uma década à espera de adoção. O cãozinho foi resgatado em dezembro de 2017, em uma tarde chuvosa no Jardim Cidade Nova. Oito anos depois, o cão que chegou ferido, debilitado e sem qualquer referência de cuidado tornou-se um símbolo do trabalho contínuo da Associação dos Protetores de Animais Independentes (PAIS), em Campo Mourão.
O resgate foi feito após moradores relatarem a presença do animal em frente a uma residência. A equipe voltou ao local algumas vezes até conseguir encontrá-lo. “Era um dia de chuva. Chamamos os possíveis donos, batemos na casa indicada e ninguém apareceu. Acabamos resgatando-o”, lembra a voluntária Amanda Tonet, da PAIS.

Fiapin apresentava um ferimento grave na região do ombro, com infecção avançada. “Drenava bastante pus. A veterinária suspeitou que ele tivesse apanhado”, conta Amanda. O cão foi internado na Clínica São Francisco, passou por exames, tratamento, banho e tosa. Após alguns dias em recuperação, foi encaminhado ao abrigo, onde permanece desde então.
Apesar do histórico, Fiapin é descrito como dócil, ativo e saudável. “Ele era novinho quando foi resgatado. Hoje deve ter em torno de oito ou nove anos. É um cachorro amável, não é doente, não é agressivo. Só nunca foi escolhido”, resume a voluntária.
Nas redes sociais da PAIS, imagens do antes e depois de Fiapin costumam gerar comoção. Comentários pedem por uma família, questionam o abandono e reforçam a importância da adoção responsável. “São reações simples, mas que expõem uma realidade recorrente: animais recuperados, prontos para adoção, que permanecem invisíveis ao longo dos anos”, disse Amanda.
Atualmente, a PAIS mantém cerca de 300 animais sob seus cuidados, entre abrigo e lares temporários. Muitos chegam em estado crítico. “Sem os parceiros, a gente não faria nem metade do que faz. Clínicas que atendem primeiro e deixam para receber depois fazem toda a diferença”, afirma Amanda. Sem sombra de dúvida, sem a atuação da PAIS, a situação de animais abandonados e vítimas de maus-tratos em Campo Mourão seria ainda mais grave.
A história de Fiapin não é isolada. Ela retrata a rotina de uma entidade que atua longe dos holofotes, sustentada por voluntariado, parcerias e doações. Enquanto isso, Fiapin segue aguardando. Não por cuidados, esses ele já tem, mas por algo simples: um lar definitivo. Interessados em adotar Fiapin podem entrar em contato com a PAIS pelo Instagram @adote_paiscm ou pelo telefone (44) 9.937-7075. A adoção deve ser responsável.

Serviço
Histórias de Fiapin e de outros animais resgatados podem ser acompanhadas no Instagram: @pais_cm ou @adote_paiscm
Como ajudar a PAIS
A PAIS é uma associação de voluntários que resgata, cuida e promove a adoção de animais em sofrimento, dependendo de doações para alimentação, medicamentos e veterinário, e pode ser ajudada com doações. Veja abaixo como ajudar:
Doações Financeiras:
PIX: (44) 99937-7075 ou CNPJ 18.003.028/0001-48.
PicPay: @pais_cm
PayPal: [email protected]
Banco do Brasil: Agência 0406-5, Conta Corrente 59.630-2, Associação dos Protetores de Animais Independentes (PAIS)
Doações Materiais: Aceitam ração, medicamentos e outros itens para os animais
Adoção: Adotar um animal é uma forma de ajudar, dando um lar digno a eles
Apoio em Eventos: A PAIS organiza feiras de adoção e eventos, participar e divulgar também ajuda muito

