O pior da pandemia de Covid-19 em Campo Mourão está por vir em julho, alerta infectologista

Referência regional e estadual na área médica de infectologia, o médico infectologista de Campo Mourão, Rodolfo Cesar Visoni Poliseli, faz um alerta à população. Ele afirmou que o pior da pandemia de coronavírus (Covid-19) no município, está por vir ainda no mês de julho. A cidade tem atualmente 309 casos da doença, que resultaram em cinco mortes. 

Segundo o médico, considerando o histórico da curva, atendimentos feitos em seu consultório, hospitais e na própria cooperativa médica (Unimed), onde atua, a cidade está enfrentando neste momento o pico da curva. “É o momento em que estamos tendo maior número de casos, com previsão de piora no mês de julho”, informou Poliseli, durante participação em live da prefeitura, na noite dessa quarta-feira (1). 

Poliseli observou que o aumento de casos de Covid-19 em Campo Mourão é bastante significativo. “É preocupante”, alertou. Ele citou como exemplo, que pela Unimed eram positivados diariamente entre dois a três pacientes, mas que agora, passaram a ser entre 12 a 13 resultados positivos por dia. “Este é o termômetro que mostra que a doença está se multiplicando e mais pessoas estão ficando doentes”, argumentou. 

O médico reforçou a população a necessidade de conscientização para o isolamento social que é, segundo ele, a única maneira efetiva hoje de controlar a doença. Disse ainda que observando um histórico recente do vírus, os picos de contágio ocorreram em Campo Mourão após algumas aglomerações, principalmente eventos festivos, como por exemplo, o Dia dos Namorados. “Nesta data tivemos o maior pico de número de casos em Campo Mourão”, relatou. 

Poliseli lembrou que o vírus tem alto poder de contágio “A maioria das pessoas são assintomáticas ou tem assintomatologia branda. Mas em torno de 20% das vezes pode se agravar levando a pessoa para internamento e até necessidade de suporte respiratório”, disse. 

Ele orientou que pessoas que têm fatores de risco, como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos, gestantes, entre outros mais susceptíveis, com risco maior de agravamento, devem ficar em isolamento, uma vez que seu sistema imunológico possa estar comprometido.  “A transmissão do vírus se dá por via aérea, por isso a importância do uso de máscara de proteção. Se todos usarem diminui drasticamente o risco de transmissibilidade”, acrescentou.