Produtos vendidos em bazar beneficente estavam recheados de droga
Seis meses depois de ter sido realizado, um bazar beneficente com produtos doados pela Receita Federal virou caso de Polícia em Goioerê. É que um lote de capacitores (armazenadores de energia) vendidos no bazar de mercadorias estrangeiras promovido pelo Centro Recreativo e Esportivo Resgate (CREER), estava recheado de drogas. O bazar foi realizado em dezembro, mas só agora a droga foi descoberta.
Pelo que foi divulgado na imprensa de Goioerê, os capacitores da marca Booster foram vendidos para compradores de Curitiba e Cianorte. Um deles, adquirido por um comprador de Curitiba, não funcionou e ao ser desmontado estava cheio de haxixe (droga semelhante à maconha, mas mais forte). A polícia foi comunicada e os outros capacitores que estavam com o mesmo comprador também estavam cheio da mesma droga.
Comunicado do fato, o diretor do projeto CREER levou até a delegacia de Goioerê um equipamento que não havia sido vendido e estava lacrado. O capacitor foi aberto dentro da delegacia e também estava cheio de haxixe, pesando aproximadamente 1 kg. Os que foram comercializados com um comprador de Cianorte também foram abertos pela polícia e a mesma situação foi constatada.
Segundo a polícia, quando houve a apreensão pela Receita não se tratava de um mero contrabando, mas de um caso de tráfico de drogas, que não foi percebido pela equipe que fez a apreensão. Porém, não há qualquer tipo de responsabilidade pelas drogas para o projeto CREER ou para a Receita Federal, já que todos agiram pensando se tratar de produtos fruto de contrabando ou descaminho.

