Vereadora tem mandato cassado por compra de votos na região e prefeito é absolvido
A Justiça Eleitoral determinou a cassação do diploma da vereadora Priscilla Lorejan Melo de Assis (PSD) eleita em 2024 no município de Moreira Sales, após reconhecer a prática de compra de votos e abuso de poder econômico e político. A decisão foi proferida pela juíza Maria Ângela Carobrez Franzini, no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).
Além da cassação do mandato, Priscilla também foi condenada à perda dos direitos políticos por um período de 8 anos. O prefeito Luiz Antônio Volpato, que também teve o nome envolvido na ação, foi absolvido das acusações por ausência de provas de participação ou conhecimento das irregularidades. Cabe recurso da decisão.
A ação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral e apurou suposta captação ilícita de sufrágio e abuso de poder nas eleições municipais de 2024. Conforme a denúncia, a servidora, vinculada ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), teria utilizado a estrutura pública e recursos financeiros não declarados para beneficiar a candidatura.
Segundo o processo, eleitores em situação de vulnerabilidade social teriam sido abordados e recebido oferta de R$ 100 sob a justificativa de realização de atividades no dia da eleição, que incluiriam votação em candidatos indicados e prática de propaganda irregular.
De acordo com a sentença, conversas extraídas de aparelho celular apreendido judicialmente, além de depoimentos testemunhais, foram considerados elementos suficientes para comprovar a prática ilícita e o vínculo das condutas com a campanha da vereadora.
O entendimento judicial apontou que a então candidata tinha conhecimento e domínio das ações, configurando captação ilícita de votos e abuso de poder. Em relação aos candidatos da chapa majoritária, a Justiça Eleitoral concluiu que não ficou comprovado envolvimento ou ciência das condutas, motivo pelo qual foram absolvidos no processo. O Ministério Público informou que irá recorrer da decisão para que os demais envolvidos na denúncia também sejam responsabilizados.
Outro lado
A TRIBUNA tentou ouvir a vereadora sobre o caso, mas sem sucesso. O espaço segue aberto para contraditório, caso haja interesse em manifestação.

