Irmãs negam incêndio criminoso e contestam acusações
As irmãs Joana Barbosa de Lara e Selma Barbosa de Oliveira rebateram as acusações de que teriam provocado o incêndio que destruiu uma residência de uma irmã no Jardim Albuquerque, em Campo Mourão. O caso foi registrado na última semana.
O incêndio ocorreu na segunda-feira (16) e destruiu completamente uma casa de madeira localizada nos fundos de um condomínio familiar. Na ocasião, a moradora do imóvel, irmã das entrevistadas, afirmou que o fogo poderia ter sido criminoso e atribuiu suspeitas a familiares, em meio a um histórico de conflitos pela posse do terreno.
Em direito de resposta à TRIBUNA, Joana negou qualquer envolvimento e afirmou que não estava no local no momento do incêndio. Segundo ela, estava em consulta médica e só chegou horas depois do ocorrido. Também contestou outras acusações feitas pela irmã, incluindo uma suposta tentativa de homicídio.
De acordo com Joana, em uma situação anterior, ela e outros familiares apenas prestaram socorro após a mulher ser encontrada caída dentro de casa. “Ela gritava por socorro. A gente chamou ajuda, acionou o Samu e a filha dela. Em nenhum momento houve agressão”, afirmou.
Joana ainda relatou que possui problemas de saúde, incluindo limitações físicas, e afirmou temer pela própria segurança. Segundo ela, há registros judiciais envolvendo conflitos familiares e medidas protetivas.
Selma também negou participação no incêndio. Informou à reportagem que estava trabalhando no momento do incidente. Segundo ela, há testemunhas que comprovam sua versão. “Eu tenho prova que não fui eu. Estava trabalhando. Jamais faria isso com minha própria irmã”, declarou. “Nunca fiz mal para ninguém. Agora, acha que faria mal para minha própria irmã? Eu jamais iria fazer uma coisa dessas”, complementou.
Conforme Selma, os desentendimentos familiares são antigos e envolvem principalmente disputas pelo terreno onde os irmãos residem há mais de seis décadas. Segundo Selma, os conflitos são pontuais e restritos à relação com a irmã que teve a casa destruída. Ela e Joana ressaltam que as acusações são infundadas e classificam as declarações como “falsas”.

