Lei reconhece Instituto de Viola Caipira como utilidade pública no Paraná
O Governador do Paraná, Ratinho Junior, sancionou a Lei nº 23.072/2026, que reconhece o Instituto São José de Viola Caipira, de Campo Mourão, como entidade de utilidade pública estadual. A medida formaliza o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela entidade na promoção da música de raiz e na preservação das tradições culturais do interior. A proposta havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná.
Com atuação voltada à difusão da viola caipira, o instituto mantém projetos de formação musical e incentivo à cultura popular. Entre as principais ações está a Orquestra Viola no Campo, que reúne músicos e realiza apresentações na região, além de atividades de ensino.
Segundo o presidente do instituto, França Nery, o reconhecimento amplia as possibilidades de acesso a recursos públicos e parcerias institucionais. Para França, a lei representa um passo importante para a estruturação do projeto. “A importância é grande, porque vem ao encontro à proposta que nós temos junto ao instituto, à orquestra e ao resgate da viola caipira”, afirmou.
De acordo com ele, a prioridade é viabilizar uma sede própria e ampliar a formação de novos músicos. “A proposta é conseguir recursos para que a gente tenha uma sede e possa abrir uma escola de viola caipira”, disse.
Atualmente, o instituto desenvolve oficinas e atividades por meio de projetos culturais, incluindo ações viabilizadas pela Lei Rouanet. No entanto, a estrutura ainda é limitada diante da demanda. “Hoje nós temos apresentações e oficinas para alguns alunos, mas isso é muito pouco. Existe uma necessidade real de uma escola de formação de violeiros”, destacou.
A proposta, segundo França, é estruturar uma formação completa, com organização por naipes. “A ideia é formar violeiros preparados para uma orquestra estruturada, com viola I, II, III e base”, explicou. O projeto tem como referência a Orquestra Paulistana de Viola Caipira. “Queremos alcançar um nível que permita apresentações não só na região, mas também em todo o Estado e até no país”, afirmou.
Ainda conforme França, além da articulação em nível estadual, o instituto também pretende buscar o reconhecimento em âmbito federal para ampliar a captação de recursos.

