Sem vagas. Sem Zona Azul. Sem nada
O assunto já virou tabu: a falta de vagas de estacionamento de veículos no centro de Campo Mourão. Um tema batido. Mas que teima em voltar às rodas de conversa. Com o aumento da frota, observado já, há pelos menos cinco anos, conseguir uma vaga é como ganhar na loteria. A solução, ainda com custos aos motoristas, seria a tal Zona Azul. Um sistema rotativo capaz de melhorar a vida dos condutores. Mas quando será implantado?
Eder João Serafim, 45, estacionou seu carro na avenida José Custódio de Oliveira. Ele andou três quarteirões, a pé, para chegar até a agência do Bradesco. O motivo foi um só: não existiam vagas. Com a grana curta, também está evitando os estacionamentos privados. O jeito foi andar um pouco. “Acredito de 80% das vagas são ocupadas por funcionários e patrões com lojas do centro”, disse. Para ele, a Zona Azul é um mal necessário.
O mecânico Paulo Ricardo, 33, foi ao cartório e teve que se contentar com o estacionamento particular. Não existiam vagas. Ele também acredita que o sistema rotativo iria facilitar a parada dos carros no centro. “É impressionante como não têm vagas. Já que temos que pagar, então que seja na Zona Azul”, explicou.
Azulejista, Marcelo Moreno, 29, também foi ao centro e não encontrou onde parar. Acabou optando por um estacionamento privado. R$ 3 a primeira hora. “Se você não estacionar até as 8h30, não acha mais vaga”, disse. Para ele, muitas pessoas empregadas no comércio central acabam utilizando as vagas durante todo o dia. “Além da Zona Azul a prefeitura poderia pensar até no rodízio de veículos”, sugeriu ele.
A lei que criou o estacionamento rotativo em Campo Mourão foi aprovada em 2010. E a concorrência pública aberta em 2017. Mas o processo não se desenrola. Muito em decorrência de recursos apresentados pelas empresas interessadas. Uma vez implementada, a Zona Azul terá cerca de 1,7 mil vagas na área central.
De acordo com informações da prefeitura, o processo licitatório abrange quatro fortes empresas no setor. Por isso, existe uma grande disputa. A previsão é que em 30 dias a Zona Azul saia definitivamente do papel e vá para as ruas.

