“Grandes amigos da vida”, clientes do Banco Master
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”.
Simone de Beauvoir
O maior rombo da história. Rombo que atrai outra palavra parecida na sonoridade e escrita, Roubo.
Estima-se, até agora, pelo menos oito bilhões o desvio de dinheiro público aplicado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ele pegava dinheiro dos bancos e de fundos, dando garantia patrimonial do que não lhe pertencia.
Até agora foram pegos com a boca na botija o então presidente do Banco de Brasília e o senador piauiense (PP) Ciro Nogueira.
Nogueira é um dos “grandes amigos da vida”, segundo o ladrão Vorcaro. O afortunado tentou fugir do Brasil com o “seu jatinho” particular (tem três). Ele tinha o senador na lista de gordas mesadas, troca de favores financeiros por projetos de lei.
E qual o embasamento jurídico institucional para este indivíduo ladrão contumaz ter o privilégio de ser “julgado” pelo Supremo Tribunal Federal? Em 1984 Caetano Veloso compôs a música Podres Poderes, que tinha como tema também a corrupção naqueles idos anos. É crível, em todos os poderes existem pessoas a temer a delação premiada do ex-banqueiro.
Em 1985 outro escândalo, que se imaginava que o Brasil aprenderia a lição, escândalo tal lembrado pela música interpretada por Paulo Ricardo, Alvorada Voraz, referência ao rombo Coroa-Brastel, que envolveu dois ministros da ditadura cívico-militar, Delfim Neto e Ernane Galvêas: desvio de dinheiro público da Caixa Econômica Federal por meio de fraudulentos empréstimos.
Lições? Por parte dos ditos poderes constituídos/prostituídos se espera o quê?
Infelizmente se é obrigado a concordar, não demorará muito e Vorcaro, com os demais envolvidos, sairão com tornozeleiras eletrônicas para cumprirem o “restante” da condenação em casa, no conforto pleno.
Mais do que delação para “falar a verdade”, só faria sentido robustamenrte, qualquer “saída”, se devolvido integralmente o dinheiro desviado.
Somos – mesmo sem querer generalizar – uma república de bananas.
Fases de Fazer Frases (I)
Um homem sem princípios não tem começo, tem fim.
Fases de Fazer Frases (II)
Ser simples por vezes exige-se complexidade.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
O Nacional despediu-se da segunda divisão depois de empatar em casa (0X0) e perder para o Patriotas (1X0), em Campo Largo. O time não empolgou, mesmo mudado de técnico, se é que era o maior problema.
Foram 10 times disputantes na primeira fase, para classificar os 8 primeiros, algo que nem de longe é uma enorme barreira. Fora a crônica esportiva regional, o time daqui é chamado só de Nacional. É raro uma referência a Campo Mourão. Ano que vem tem mais, ou menos?
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
O sério problema no detergente Ypê, apontado pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, vinculada ao Ministério da Saúde, logo virou politização no pior sentido do termo. De um lado bolsonaristas e de outro os lulistas. Na maioria das vezes o razoável das críticas é mais baixo do que a água em um pires. Imagina-se como será a disputa eleitoral, a iniciar para valer após a Copa.
Olhos, Vistos do Cotidiano (III)
Chama a atenção o mote da campanha partidária do candidato Sérgio Moro (PL) ao governo do Paraná: “Só não aceitamos petistas ou bandidos”. O senador parece ter esquecido que foi juiz. No mesmo Partido dele, o PL, tem o Ricardo Arruda, deputado estadual. A justiça, reivindicado pelo Ministério Público, tornou o parlamentar réu, pelo esquema de desvio do dinheiro público, tráfico de influência e associação criminosa. Ele teria recebido ao menos 500 mil reais em troca de favores.
Olhos, Vistos do Cotidiano (IV)
A julgar pelas pesquisas, embora ainda cedo, o candidato apoiado pelo governador Ratinho Júnior (PSD), deputado federal Sandro Alex (PSD), ex-secretário, ainda não deslanchou. Caso a situação permaneça, os reflexos atingirão o número de deputados a serem eleitos, estaduais e federais, que deverá cair, e refletirá em nossa região, contando só os candidatos pra valer.
Olhos, Vistos do Cotidiano (V)
Na Assembleia tem deputado que se serviu nas hostes do poder (oito anos), agora quer pular no barco do Moro, se insurgindo como independente.
Farpas e Ferpas (I)
A mais civilizada das pessoas controla aquelas que não são?
Farpas e Ferpas (II)
Nem sempre um botão que falta, faz falta, depende onde ele estaria.
Sinal Amarelo (I)
O que não tem controle, sem controle ficará.
Sinal Amarelo (II)
Quem não diz tudo não significa que esteja escondendo.
Trecho e Trecho
“Se não posso realizar grandes coisas, posso pelo menos fazer pequenas coisas com grandeza”. [James Freeman Clarke].
“Problemas que vêm com a vitória são mais agradáveis do que os da derrota, mas igualmente difíceis”. [Winston Churchill].
Reminiscências em Preto e Branco – Ivo Brunetta, homem de ação
“O saber se aprende com os mestres. A sabedoria,, só com o corriqueiro da vida”.
[Cora Coralina].
Ao ser prefeito de Mamborê não foi devidamente reconhecido, embora tenha realizado uma gestão marcada pela eficiência, espírito público e transparência, 1983 a 1988. Pertencia a uma família tradicional, os Brunettas, quando não ocupam cargos públicos, fazem parte de iniciativas sociais que objetivam o bem comum.
Nasceu e morreu no mesmo mês, maio. Despediu-se da vida aos 84 anos, nascido no dia 19, em 1941 e falecido dia 10. Foi enterrado em Primavera do Leste, Mato Grosso, onde residia e tinha propriedade rural.
O legado é a vasta experiência de vida, de luta, de trabalho incansável e de uma prosa atraente e educativa. A vida lhe ensinou e foi além, às ensinanças dele, que não se perdem, estando na memória, de muitos testemunhos.
José Eugênio Maciel | [email protected]
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