Tribunal do Júri condena mulher a 28 anos de prisão por homicídio
O Tribunal do Júri de Campina da Lagoa condenou nesta semana Priscila de Moura de Moraes pelo homicídio de João Carlos Lopes. Ela foi condenada a 28 anos de prisão. O crime aconteceu em julho de 2025, causando grande repercussão no município.
O homicídio foi registrado na noite de 6 de julho de 2025, no bairro Jardim Santa Terezinha. Na ocasião, equipes da Polícia Militar realizavam patrulhamento quando foram abordadas por moradores da Rua Marechal Deodoro, que relataram a ocorrência de um possível homicídio em uma residência nas proximidades.
Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram dificuldades para acessar o imóvel, já que a companheira da vítima se recusava a abrir o portão. Mesmo assim, a equipe conseguiu visualizar um homem caído nos fundos da residência. Diante da possibilidade de ainda haver chance de socorro, os policiais entraram no terreno e localizaram João Carlos Lopes já sem sinais vitais.
Inicialmente, a mulher afirmou que o companheiro teria sofrido uma queda em frente à casa e que ela o teria arrastado até os fundos do imóvel. No entanto, as circunstâncias encontradas no local levantaram suspeitas e deram início às investigações.
A área foi isolada para o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Científica. Durante as diligências, surgiram informações de que a suspeita teria tentado se esconder na residência de um familiar após o ocorrido. Ela acabou localizada, detida e encaminhada para a cadeia pública, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Após meses de investigação, produção de provas e tramitação processual, o caso foi submetido ao Tribunal do Júri. Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese apresentada pela acusação e reconheceram a responsabilidade de Priscila pela morte de João Carlos. Com a condenação definida pelos jurados, a ré recebeu pena de 28 anos de prisão em regime fechado.

