Acicam alerta para risco de fechamento de empresas com o fim da escala 6×1

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam), Francisco Viúdes, divulgou à imprensa uma nota pública na tarde desta terça-feira (2), manifestando preocupação com as propostas em discussão no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal de trabalho.

De acordo com a entidade, “mudanças sem diferenciação entre setores e portes empresariais podem gerar impactos mais intensos sobre micro e pequenas empresas”.

Na nota, a Acicam afirma que o comércio tende a ser um dos segmentos mais afetados pelas possíveis alterações na legislação trabalhista, especialmente por concentrar grande parte das contratações formais e possuir menor capacidade de absorver aumentos imediatos de custos operacionais.

O presidente manifestou na nota que a posição apresentada pela Acicam leva em consideração estudo elaborado pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), que aponta desafios para adaptação das empresas diante de mudanças na jornada de trabalho.

Na avaliação da associação, municípios com perfil econômico semelhante ao de Campo Mourão, onde micro e pequenas empresas possuem forte participação na geração de renda e empregos, podem sentir os efeitos de forma mais intensa.

Entre os impactos apontados estão o aumento dos custos operacionais, redução da capacidade de contratação, fechamento de empresas, crescimento da informalidade e eventual repasse de despesas ao consumidor final.

A entidade defende que o debate sobre eventuais mudanças na jornada de trabalho leve em consideração as características de cada setor econômico e o porte das empresas.

Como alternativa, a Acicam defende que medidas voltadas à redução do custo de contratação, como mecanismos de desoneração da folha de pagamento e fortalecimento da negociação coletiva, deveriam integrar as discussões. “O objetivo é buscar equilíbrio entre preservação dos empregos, sustentabilidade econômica das empresas e valorização dos trabalhadores”, sustentou a entidade, no documento.

O tema segue em discussão no Congresso Nacional e tem provocado posicionamentos distintos entre entidades empresariais e representantes dos trabalhadores em diferentes regiões do país.