Comunidade fará carreata a Santa Paulina no próximo dia 11 em Luiziana
A comunidade católica de Luiziana promoverá no próximo dia 11 deste mês uma carreata em homenagem a Santa Paulina. O evento religioso terá início às 19 horas, com concentração e saída da Gruta Santa Paulina, localizada na Rua João Costin, nº 48, na entrada da cidade. Um grande número de fiéis é esperado para o movimento religioso.
Durante o percurso, que passará pelas principais vias do município, a imagem da Santa acompanhará os fiéis, enquanto o padre Pedro Liss fará a bênção das famílias. A chegada à Paróquia Nossa Senhora Aparecida está prevista para as 19h30, onde será celebrada uma Santa Missa seguida de louvor à Santa.
O líder comunitário e devoto de Santa Paulina, Nilton Tasca, que construiu uma gruta em homenagem à Santa Paulina no quintal de sua residência, informou que a expectativa é de grande participação da comunidade. “Convidamos toda a comunidade a participar deste evento em homenagem à Santa Paulina. Será um momento de muita oração e reflexão”, destacou. Segundo ele, haverá ônibus para transportar os fiéis que desejarem acompanhar a carreata e participar da celebração na igreja.
Promessa deu origem à gruta
A família Tasca construiu a gruta há mais de 20 anos, após receber uma graça atribuída à intercessão de Santa Paulina. O espaço, que inicialmente era utilizado apenas pela família para momentos de oração, passou a receber diariamente dezenas de devotos. “Muitas famílias visitam diariamente a gruta”, afirmou Tasca.
Ele explicou que a construção foi o cumprimento de uma promessa feita durante o tratamento de saúde de sua mãe. “Prometi à Santa que, se minha mãe recebesse uma graça e não tivesse que fazer uma cirurgia para retirada de um câncer, nós iríamos construir uma gruta de Santa Madre Paulina aqui em casa”, contou. Segundo ele, a mãe foi curada e a família atribui a graça à santa. “Temos que agradecer sempre pela cura do câncer da mãe. Nós atribuímos a cura a Santa”, complementou.
Graça atribuída à Santa
Dona Leonor Marques Tasca, de 83 anos, relembrou que tudo começou em 2004, quando passou a sentir fortes dores e descobriu um tumor no pâncreas. “Foram muitos exames e consultas feitas pelos médicos de Campo Mourão. Eles queriam me operar. Meu filho me levou para Curitiba, no Hospital Erasto Gaertner, e lá também foram muitas viagens e exames. Só Deus sabe o sofrimento que eu passei”, recordou.
Ela contou que a família já guardava dinheiro para custear a cirurgia e as viagens, quando o filho fez a promessa. “Aí o Nilton fez o pedido a Santa Madre Paulina que me ajudasse com a cura e, graças a Deus e a Santa, hoje não sinto mais nada. Estou curada. Foi um milagre”, comemorou.
Outra devota que atribui uma cura à intercessão de Santa Paulina é a comerciante Barbara Rodrigues. Ela contou que descobriu um cisto no útero durante um exame de ultrassom e, enquanto realizava acompanhamento médico, procurou a gruta para pedir a bênção da Santa.
“Fiz acompanhamento médico por algum tempo com muita dor na barriga, uns dois dias antes de repetir o exame eu vim aqui na Madre pedir a bênção e a cura para ela, para que eu fizesse o exame e que não desse nada. Além das orações, eu tomei dessa água da gruta. Quando cheguei em casa, senti uma dor muito forte na barriga”, relatou.
Segundo Barbara, no dia seguinte ela realizou novos exames. “Aí ele me disse: você não tem mais nada, você não precisa mais fazer a cirurgia e não precisa tomar mais medicamentos. Foi a Santa que me curou. Foi graças às orações e à água que tomei”, afirmou, acrescentando que participa regularmente das novenas realizadas no local.
A Santa
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus foi uma religiosa tirolesa canonizada em 19 de maio de 2002 pelo Papa João Paulo II. Seu nome de batismo era Amabile Lúcia Visintainer. Filha de Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer, nasceu em 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, no norte da Itália. Foi batizada no dia seguinte, na Igreja de São Jorge. Seu pai trabalhava como pedreiro e sua mãe dedicava-se aos cuidados da casa e ao cultivo de um pequeno campo.
A partir de 1918, passou a levar uma vida mais reservada, voltada à oração e à contemplação. Em 1938, começou a apresentar sérios problemas de saúde causados pela diabetes, doença que provocou várias amputações. Nos últimos meses de vida ficou cega e morreu em 9 de julho de 1942.
O processo de beatificação foi iniciado em 1965. Dois anos depois, seus restos mortais foram exumados e transferidos do Cemitério do Santíssimo Sacramento da Catedral de São Paulo para a Casa Geral da Congregação, atual Capela Sagrada Família e Santa Paulina, no bairro Ipiranga, em São Paulo. Em 18 de outubro de 1991, foi beatificada pelo Papa João Paulo II durante visita a Florianópolis. Em 19 de maio de 2002, foi canonizada pelo mesmo pontífice, recebendo oficialmente o nome de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus. É considerada a primeira santa brasileira, embora tenha nascido na Itália.

