Morre Luizão, o educador físico que inspirou com fé e esperança até seu último suspiro
Campo Mourão amanheceu mais triste nesta quarta-feira (8). A morte do educador físico Luiz Fernando Radecki, o Luizão, aos 45 anos, na noite dessa terça-feira (7), encerrou uma batalha de apenas duas semanas contra a leucemia, mas deixou um legado de fé, esperança e amor à vida que continuará vivo na memória de familiares, amigos e de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Luizão completaria 46 anos no próximo dia 29 de agosto. Ele deixa a esposa, Thaís Radecki, psicóloga do município, o filho Luiz Miguel Radecki, atleta de basquete do município, e uma legião de amigos. O velório será realizado na Capela do Prever, a partir das 9h30 desta quarta-feira (8). O sepultamento está marcado para às 17h30, também hoje, no Cemitério Parque Angelus.
Conhecido pelo jeito alegre, brincalhão e pelo sorriso fácil, Luizão transformou o período mais difícil de sua vida em uma oportunidade para fortalecer a fé e levar uma mensagem de esperança a quem acompanhava sua luta. Diagnosticado com leucemia no dia 24 de junho, ele iniciou nas redes sociais um “Diário de Cura”. A cada publicação, compartilhava não apenas a evolução do tratamento, mas também reflexões sobre a vida, a esperança e a confiança em Deus. O diário, porém, foi interrompido após o 12º dia.
Em uma emocionante despedida, a esposa Thaís Radecki escreveu que o silêncio dos últimos dois dias marcou o “capítulo final” da caminhada do marido. Segundo ela, Luizão acreditava que, acima de qualquer diagnóstico, existia a promessa da vida eterna. “O último capítulo desse diário foi marcado pela cura final e definitiva, porque permitiu que, neste momento, ele tivesse um corpo glorificado, no qual não sente mais dor, um corpo que não morre mais, salvo e com a vida eterna em Jesus Cristo.”
Thaís relembrou que, quando o esposo decidiu criar o diário, o objetivo era permanecer firme diante da doença e, principalmente, testemunhar sua fé. “Às vezes ele tinha medo, mas tinha principalmente esperança e fé nas promessas de Deus”, falou. “Hoje é um dia triste para mim e para o nosso filho. É um dia triste para todas as pessoas que nos amam. Mas também é um dia de glorificar o nosso bom Deus, porque Ele nunca nos desamparou durante toda essa jornada. Luiz, apesar de todas as dificuldades que nós passamos, quero que você saiba que nós sempre seremos um. Tenho certeza de que um dia vamos nos encontrar no nosso verdadeiro lar: a eternidade”, acrescentou.
A notícia da morte de Luizão comoveu amigos, alunos, colegas de profissão e pessoas que o conheceram ao longo da vida. Desde a noite de terça-feira, são centenas de mensagens de pesar, homenagens e lembranças publicadas. Em comum, os relatos destacam sua alegria contagiante, generosidade, profissionalismo e a forma corajosa com que enfrentou a doença.
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