Campo Mourão cria dia em memória das vítimas da Covid-19 e da primeira vacinação
Mais de seis anos após o início da pandemia, Campo Mourão oficializou uma data para preservar a memória de um dos períodos mais desafiadores da história do município. Foi publicada nessa quinta-feira (23), no Órgão Oficial Eletrônico, a Lei nº 5.107, que institui o “Dia Municipal em Memória das Vítimas da Covid-19 e Marco da Primeira Vacinação”, a ser celebrado anualmente no dia 20 de janeiro.
A data foi escolhida por marcar o início da vacinação contra a Covid-19 na cidade. Na manhã de 20 de janeiro de 2021, a auxiliar de enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Mariza Galdino, tornou-se a primeira moradora de Campo Mourão a receber o imunizante, dando início à campanha de imunização contra o vírus. Logo em seguida, a médica infectologista Bianca Pasquini Galinari, da Santa Casa, também foi vacinada durante a cerimônia que reuniu profissionais da saúde e autoridades locais.
Até aquele momento, a população convivia com meses de incertezas e hospitais superlotados por uma doença que transformou a rotina da cidade. Ao longo da pandemia, de acordo com registros da Secretaria Estadual da Saúde do Paraná (Sesa-PR), Campo Mourão contabilizou 16.289 casos confirmados de Covid-19. Desses, mais de 15,8 mil pacientes se recuperaram, mas 352 moradores perderam a vida em decorrência da doença.
A lei é de autoria do vereador Marcio Berbet. Além de lembrar as vítimas da pandemia, a lei também reconhece o trabalho dos profissionais de saúde e dos demais trabalhadores considerados essenciais durante a crise de saúde. O texto estabelece ainda que a data servirá para incentivar ações educativas voltadas à prevenção de doenças, à valorização da vida e ao reconhecimento da ciência, simbolizada pelo início da vacinação no município.
Com a sanção do prefeito João Douglas Fabrício, o Dia em Memória das Vítimas da Covid-19 e da Primeira Vacinação passa a integrar oficialmente o Calendário de Eventos de Campo Mourão.
“A pandemia deixou marcas profundas em Campo Mourão. Famílias perderam parentes, profissionais da saúde enfrentaram jornadas exaustivas e o município viveu períodos de restrições, suspensão de atividades e mudanças na rotina da população”, frisou Berbet.

