Câmara de Campo Mourão instaura CPI para investigar possíveis falhas no Samu

A Câmara Municipal de Campo Mourão aprovou, por unanimidade, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de possíveis falhas no funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O requerimento foi apresentado pelo vereador Sidnei Jardim.

A investigação terá como foco a Central de Regulação do Samu, com sede em Umuarama, responsável por receber as solicitações e definir o encaminhamento das equipes para as ocorrências na região. Entre as denúncias recebidas pelo Legislativo estão relatos de demora excessiva no atendimento, possível indisponibilidade de ambulâncias e equipes, além de dúvidas sobre o cumprimento dos contratos, a aplicação dos recursos públicos e a gestão do serviço.

“As reclamações não são direcionadas aos profissionais que trabalham nas bases de Campo Mourão, reconhecidos pelo atendimento prestado à população. O alvo dos questionamentos é a Central de Regulação, cujas decisões interferem diretamente no envio das equipes e no tempo de resposta às ocorrências”, ressaltou Jardim.

A CPI será instaurada após uma tentativa frustrada de obter explicações por meio de audiência pública. Conforme Jardim, representantes da Central de Regulação de Umuarama foram formalmente convidados pela Câmara, mas não compareceram ao encontro. A ausência dos responsáveis aumentou a pressão por uma investigação formal, principalmente diante da continuidade das reclamações e da falta de respostas consideradas satisfatórias pelo Legislativo.

“Primeiro buscamos o diálogo, propondo uma audiência pública para ouvir todos os envolvidos. Como os responsáveis pela regulação em Umuarama optaram por não comparecer, a CPI tornou-se o instrumento necessário para que os fatos sejam esclarecidos”, afirmou Jardim.

Com a instalação da comissão, a situação agora é outra. Os responsáveis pela Central de Regulação poderão ser convocados para prestar depoimento e, diferentemente do convite para a audiência pública, deverão comparecer. “Agora serão convocados e terão a obrigação de vir, inclusive sob pena de condução coercitiva”, afirmou o vereador.

A CPI também poderá requisitar contratos, termos aditivos, prestações de contas, registros de atendimentos e outros documentos relacionados à operação do Samu. Gestores, servidores, usuários, familiares e profissionais ligados ao serviço poderão ser ouvidos durante a investigação.

Jardim ressaltou que a comissão pretende apurar se as denúncias têm fundamento, identificar eventuais responsabilidades e propor mudanças no atendimento. “Nossa preocupação sempre foi garantir um atendimento eficiente para quem precisa do Samu. A população merece respostas e um serviço de urgência que funcione com qualidade”, destacou.