Quem sabe o Lábaro

“Não sei se sempre o ‘lábaro’ ‘ostentas’ o ‘estrelado’…. Tenho uma

vaga ideia do que é ostentas. Ainda assim canto o nosso Hino…”.

Estive Nólocal (b.d.C.)

Qualquer palavra, escrita ou oral, se desconhecermos o significado, deveríamos buscar entendê-la.

Hoje é fácil a consulta, instantânea no computador ou no celular. Diferente da época que precisávamos do dicionário físico próximo ou uma enciclopédia nem sempre acessíveis.

Não se trata de palavras difíceis, mas as do cotidiano.

Na sala de aula a situação é muito comum, estudantes são passivos, até prestando atenção, mas sem a menor curiosidade.

Porém, tem um dia sim em que alunos querem porque querem saber o significado, sentido de alguma palavra específica. Sabe quando? Dia de avaliação, valendo pontos, na pergunta ou parte textual, ante a uma palavra estranha.

Um expressivo número de brasileiros tenta se esquivar, nunca soube o que esta palavra significa, e arremata, a escola não me ensinou.

E o lábaro? A palavra não tem nada de estranho, “nunca ouvir falar”, pois consta no nosso Hino, e, de tanto cantarmos, – deveríamos – buscar o significado. Lábaro é bandeira, estandarte.

Fases de Fazer Frases (I)

O pior ardiloso é quem, mesmo sem ardil, finge tê-lo.

Fases de Fazer Frases (II)

Mesmo quem não escolhe palavras, não são por elas ex-colhidas.

Fases de Fazer Frases (III)

Quem sabe abstrair costuma saber distrair.

Fases de Fazer Frases (IV)

Nem toda a batalha perdida é perdida no seu todo.

Fases de Fazer Frases (V)

Voltas que a vida dá faz sentido num mundo redondo.

Fases de Fazer Frases (IV)

A calma vem quando se sabe conter a fúria.

Fases de Fazer Frases (V)

O pressuposto de um pedido é a humildade.

Fases de Fazer Frases (VI)

Não confundamos pacote com capote; nem pote com aporte.

Olhos, Vistos do Cotidiano

Por exatos 23 segundos de atraso para a audiência, juiz do trabalho arquivou o processo. A trabalhadora recorreu e o Tribunal de Justiça mineiro deu razão, considerando cerceamento de defesa contra a autora da ação. Precisão confundida com preciosismo do juiz, que bem poderia ser árbitro de jogos olímpicos.

Caixa Pós Tal

Avião, carro a álcool, urna eletrônica e PIX, título da Coluna anterior, a repercussão foi grande e em termos de sugestões, que serão abordados na próxima edição deste espaço, hoje preenchido por textos impostergáveis.

Farpas e Ferpas (I)

Muito pedimos tempo e mais o perdemos.

Farpas e Ferpas (II)

Pessoa refinada não usa a educação por obrigação.

Farpas e Ferpas (III)

A vida é um filtro. O que fazer com as retidas impurezas?

Sinal Amarelo (I)

Vergonha que não verga é caráter.

Sinal Amarelo (II)

Tenha a mesma opinião, até que os fatos mudem.

Sinal Amarelo (III)

Boa cegueira momentânea é fechar os olhos temporariamente.

Trecho e Trecho

Eles podem porque pensam que podem”. [Virgílio].

É natural que você faça invejosos, mas não inimigos”. [André Luiz].

Reminiscências em Preto e Branco (I) – O tom pedagógico da Toninha

“O ser humano é aquilo que o ser humano faz dele”. [Immanuel Kant].

Conheci a história da Toninha antes da primeira oportunidade de estar pessoalmente com ela. Quando fui secretário municipal da educação em Campo Mourão, (1996-2000) nosso diálogo foi sobre ensino, desde o primeiro encontro e por todo o tempo da gestão educacional mourãoense. Pedagoga, integrou por mais de meio século o quadro próprio da prefeitura de Campo Mourão.

Além da profissão dedicou-se com denodo ao cristianismo, acreditava, em ambos os papéis, que todo o aprender é para tornar qualquer pessoa um cidadão livre, capaz, advindo do saber e da fé.

Tinha o tom do desprendimento disposta a contribuir para uma escola acolhedora e criativa. Antes de iniciar o funcionamento da já denominada Escola Municipal Florestan Fernandes (CAIC), ela aceitou exercer o cargo de diretora. Disse, sobrava-lhe disposição, capacidade, sem apego à vaidade, mas missão.

Foram mais de 50 anos de história, reconhecidos em vida e certamente continuarão a partir desse encerrar do ciclo de vida terrena, sábado, oito, aos 82 anos.

Reminiscências em Preto e Branco (II) – Justo, o Juscelino

“Se ages contra a justiça e eu te deixo agir, então a injustiça é minha”. [Gandhi].

Os ipês floridos, pétalas caídas suavemente ao chão, sábado chuvoso, temperatura em queda, o silêncio, final de tudo, entremeado pelo choro, tributo póstumo a Juscelino Fernandes Costa.

Mineiro de Capelinha aqui chegou definitivamente em 1982. A partir de então mourãoenseou-se. Tinha duas dedicações que foram sempre premissas balizares de total zelo da vida dele: A família, com extensão para amigos, e a profissão, funcionário por mais de quatro décadas da Coamo. Sabia agir com consonância o simples e o erudito, marcas de um homem acessível a todos, prosa amiga, cativante, bom humor.

Despediu-se da vida dia oito, prestes a completar 74 anos (12). Ficam os perenes exemplos de retidão, humanidade. Deixa a esposa Maria José e os filhos Kátia, Kelli e Juscelino Júnior. Os ipês choram perfumes no adeus.

José Eugênio Maciel | [email protected]

* As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do jornal