Coamo e Credicoamo reúnem cerca de 5 mil mulheres em encontros regionais

Cerca de cinco mil mulheres devem participar, até o fim deste mês, dos encontros regionais promovidos pela Coamo e pela Credicoamo em toda a área de atuação das cooperativas. Campo Mourão recebeu a oitava edição da programação no último dia 11, reunindo mais de 500 participantes de municípios da região.

O calendário será encerrado no dia 23, em Mangueirinha, no Sudoeste do Paraná. Os encontros incluem palestras, atividades culturais e momentos de integração e troca de experiências entre mulheres ligadas ao campo e ao cooperativismo.

Segundo o assessor de Cooperativismo da Coamo, José Ricardo Pedron Romani, a proposta foi criar um espaço de convivência e aproximar as participantes das cooperativas. “Conseguimos entregar o propósito que tínhamos desde o início do ano: proporcionar uma tarde de muita confraternização, relacionamento e integração entre elas”, afirmou.

Romani disse que a adesão ao longo da programação mostrou o interesse das participantes. “Foi uma oportunidade e uma surpresa pela dimensão desse engajamento. Elas realmente participaram, demonstraram interesse e entenderam que o evento foi organizado para elas”, acrescentou.

Além da integração, os encontros combinaram entretenimento, cultura e informação. Conforme Romani, os conteúdos foram organizados para que uma atividade complementasse a outra.

A programação deverá ser ampliada em 2027, passando para dez encontros regionais. A mudança está relacionada à entrada da Coamo em uma nova área de atuação no Norte do Paraná. Neste ano, mulheres dessa região participaram da edição de Campo Mourão e também conheceram a sede, a estrutura e a diretoria da cooperativa.

As mulheres representam 18% dos cerca de 33,5 mil cooperados da Coamo. Na Credicoamo, que reúne aproximadamente 31,5 mil associados, a participação feminina chega a 32%

Relação com o campo

Entre as participantes estava Ana Carolina Américo, de Araruna. A relação dela com a cooperativa começou ainda na infância, acompanhando os pais em atividades e eventos. “Eu cresci nesse ambiente e aprendi desde cedo a gostar do trabalho na agricultura e da cooperativa”, contou.

Para Ana Carolina, a programação também permite o contato com mulheres de outras unidades e municípios. “É um momento muito valioso. São palestras positivas e construtivas. Conseguimos conversar com as pessoas da nossa unidade e de outras cidades. A gente tem essa troca de conhecimento”, disse.

Célia Aparecida Onofre, de Peabiru, destacou a importância de uma atividade direcionada às mulheres. Segundo ela, embora homens e mulheres dividam as tarefas no campo, o encontro abre espaço para discutir especificamente a participação feminina no cooperativismo. “Eu tenho uma sensação de liberdade. É muito proveitoso, é muito bom”, afirmou.

Célia também participa de outras atividades oferecidas pela cooperativa em Peabiru, entre elas cursos de culinária. “Estou sempre envolvida e isso ajuda no meu desenvolvimento pessoal e profissional. Temos que tirar um dia do ano para esses eventos”, completou.

A produtora Liriel Vitória Batista da Silva, de Roncador, precisou organizar o trabalho na propriedade antes de seguir para Campo Mourão. Ela iniciou o dia nas atividades da produção de leite e, depois, participou do encontro.

Para Liriel, a programação permite uma pausa na rotina e ajuda a reconhecer o papel desempenhado pelas mulheres na propriedade, na família e na cooperativa. “É um dia em que a gente se diverte, conhece outras pessoas e vê a importância que o nosso serviço tem no campo e na nossa família”, comentou.

Participação nas cooperativas

As mulheres representam 18% dos cerca de 33,5 mil cooperados da Coamo. Na Credicoamo, que reúne aproximadamente 31,5 mil associados, a participação feminina chega a 32%.

O presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo Gallassini, afirmou que a presença das mulheres também avançou nos espaços de gestão das duas instituições. “Tudo o que nós programamos com as mulheres, elas participam ativamente. Temos mulheres nos Conselhos de Administração da Coamo e da Credicoamo”, ressaltou.

Para Gallassini, o envolvimento está ligado ao acesso ao conhecimento e à formação cooperativista. “É um trabalho de desenvolvimento. É um princípio do cooperativismo: educação e informação”, concluiu.