Simepar prevê quase 160 mm de chuva até domingo em Campo Mourão

O município de Campo Mourão pode acumular 158,5 milímetros de chuva entre esta quarta-feira (21) e domingo (25), conforme os dados coletados pela TRIBUNA junto ao Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). O retorno das precipitações deve interromper novamente o plantio da soja, que está atrasado na região, e dificultar a conclusão da colheita do trigo. Não estão descartadas tempestades pontuais, como ventos fortes ou queda de granizo.

Conforme a previsão, há chuvas volumosas nos cinco dias. Os maiores volumes, aponta o Simepar, deverão ocorrer na quinta-feira (22), quando são esperados 49,3 milímetros, e no sábado (24), com 49,2 milímetros. Na quarta-feira, a estimativa é de 20 milímetros. Para sexta-feira (23), estão previstos 11,9 milímetros. Por fim, no domingo são esperados mais 28,1 milímetros. De acordo com o Simepar, as temperaturas máximas variam entre 20°C e 28°C, e as mínimas ficam entre 16°C e 21°C.

De acordo com o Simepar, a mudança no tempo ocorre com o enfraquecimento da massa de ar frio e seco que atua sobre o Paraná e a formação de um sistema de baixa pressão na região do Paraguai. “As chuvas retornam ao Estado a partir da madrugada de quarta-feira”, prevê o órgão.

Inicialmente, as precipitações atingem o Noroeste, Oeste, Sudoeste e Centro-Sul. Nos dias seguintes, avançam para as demais regiões e devem alcançar todo o Paraná até sexta-feira, com aumento do risco de tempestades. A instabilidade segue durante o fim de semana.

A sequência de dias chuvosos novamente preocupa os produtores que ainda precisam concluir a implantação da safra de verão. Na regional de Campo Mourão, o levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) aponta que o plantio da soja atingiu 70% da área prevista. Foram semeados 454,3 mil dos 649 mil hectares estimados.

Além das paralisações durante a chuva, a retomada depende das condições do solo. Produtores ouvidos pela TRIBUNA relatam que precisam aguardar de dois a três dias de sol para voltar às lavouras com as máquinas, o que reduz o aproveitamento dos intervalos de tempo firme. O atraso também interfere no planejamento do milho de segunda safra. A semeadura mais tardia da soja tende a adiar a colheita e reduzir o período disponível para o cultivo seguinte.

Acima da média

Campo Mourão já registrou neste mês 258,6 milímetros de chuva. O volume é 31,9% superior à média histórica de 196,1 milímetros para o mês inteiro. As precipitações já causaram prejuízos, principalmente na zona rural, no município e outras cidades da Comcam.

Conforme os números, mesmo antes da metade do mês, o acumulado de Campo Mourão já havia ultrapassado os totais registrados em outubro de 2020, quando choveu 228,4 milímetros; de 2022, com 256 milímetros; e de 2025, com 232 milímetros. Entre os registros históricos levantados pela TRIBUNA para a última década, os destaques foram outubro de 2017, com 396 milímetros; de 2021, com 383 milímetros; e de 2016, com 326,9 milímetros.

Serviço

O Simepar orienta a população a acompanhar os alertas da Defesa Civil Estadual. Para receber os avisos, a população deve enviar um SMS para o número 40199, com o CEP da residência no texto da mensagem.