Justiça condena dois a 24 e 28 anos de prisão por matar idoso e roubar Fusca
A juíza de direito da Comarca de Iretama, Ana Carolina Catelani de Oliveira, condenou Everton Gomes da Silva, 19 anos, a 24 anos e nove meses de prisão e Maicon da Silva Zacharias, 23, a 28 anos quatro meses, em regime fechado, pela morte do comerciante Antonio Vieira de Jesus, 75. Ele foi assassinado com várias facadas na tarde do dia 22 de julho de 2020. Os dois autores foram condenados por latrocínio, roubo seguido de morte. Zacharias já tinha antecedentes criminais.
A brutalidade com que o idoso foi assassinado chocou a cidade, gerando grande repercussão regional e estadual. Ele foi degolado pelos assaltantes. Após a ação, os criminosos fugiram levando pertences, produtos do estabelecimento comercial o VW/Fusca da vítima.
Os condenados foram presos no mesmo dia, após o crime pela Polícia Militar em Campo Mourão, com o veículo da vítima. A dupla foi abordada à noite na Rua Engenheiro Mercer, esquina com a Perimetral Tancredo Neves.
No carro estavam pertences de Jesus e uma camisa suja de sangue. Inicialmente seis pessoas foram presas acusadas de envolvimento no latrocínio. Porém, câmeras de segurança de comércios da região comprovaram apenas o envolvimento dos dois condenados.
A juíza sustentou no despacho que ficou comprovada a participação dos dois no crime e que ambos ‘agiram em união de propósitos, por meio de divisão de tarefas’. “Deste modo, enquanto o réu Everton subtraía os pertences da vítima, o réu Maycon desferiu diversos golpes de faca contra a vítima”, afirmou a magistrada.
Jesus
Aos 75 anos de idade, além de muito conhecido, Jesus era respeitado. Principalmente, pela boa convivência com a comunidade. Com uma boa prosa no balcão, tinha clientes assíduos. Ele foi morto na cozinha. Segundo a família, os assassinos levaram R$ 275, três maços de cigarro e o Fusca da vítima, que era seu xodó.
Jesus tinha se mudado a Roncador ainda novo, de Curitiba. Chegou a cidade cheio de planos. Primeiro trabalhou na lavoura. Com o tempo casou e abriu um bar. Pelos anos 90, já separado, decidiu ir embora para Cuiabá. Teve outro casamento. Ao todo foram sete filhos.
Por volta de 2000, já separado pela segunda vez, retornou a Roncador. Tinha carinho pela cidade. Então, sozinho, montou o segundo bar, na Vila Anchieta. Um imóvel de madeira de sua irmã, onde foi assassinado.

