Chuvas recuperaram desenvolvimento da soja na região

Relatório publicado esta semana pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), indica que, dos 5,57 milhões de hectares plantados com soja em todo o estado, apenas 3% são observados como áreas ruins à lavoura. De uma maneira geral, 83% são analisados com bom desenvolvimento. Mesmo assim, não será uma safra cheia. Isso porque o início do plantio aconteceu num período seco. Com déficit de chuvas.  

No caso específico de Campo Mourão, as lavouras de soja se mostram 70% na fase de floração e 30% na frutificação. De acordo com Marcelo Garrido, Economista do Deral, a região não mostra áreas ruins, ou seja, vem apresentando 100% de bom desenvolvimento da cultura. Isso é reflexo direto das chuvas que incidiram sobre a soja, logo em seguida ao plantio. 

“Não teremos uma safra recorde. Mas podemos afirmar que teremos uma boa safra”, disse Garrido. Segundo o Deral, Campo Mourão mantém uma área de 690 mil hectares de soja e uma produção estimada em 2,48 milhões de toneladas. 

Brasil

Mato Grosso segue na liderança da produção nacional da soja e deve colher 33,93 milhões de toneladas. Seguido do Paraná, com 20,4 milhões de toneladas. Depois aparece o Rio Grande do Sul, 19,15 milhões de toneladas, Goiás, com 12,59 milhões de toneladas e Mato Grosso do Sul, 10.79 milhões de toneladas. 

Estimativas da Aprosoja Brasil, superam a série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e mantém o Brasil na liderança da produção e exportação mundial da oleaginosa, seguido por Estados Unidos e Argentina.

Simepar

Em Campo Mourão, segundo o Simepar, o acumulado de chuvas em janeiro, até ontem, era de 259 mm. Deve chover nos próximos dez dias. Em dezembro de 2020, voltou a chover bastante na maior parte do Paraná. Ou seja, as anomalias de precipitação ficaram positivas na maioria das cidades paranaenses. Em pontos do norte choveu um pouco menos (Londrina, por exemplo, choveu 138,8 mm, enquanto a média histórica é de 170,1 mm). Na grande maioria das regiões do estado a chuva foi expressiva. Alguns destaques: Guaratuba (481,6 mm), Cambará (300,0 mm) e Guarapuava (294,8 mm). 

Além do avanço de várias frentes frias pelo oceano, o ingresso de um ar mais instável do Norte do Brasil também contribui para o desenvolvimento das áreas de instabilidade. Nesta época, os temporais de verão são muito comuns. Com chuvas mais abundantes houve recuperação dos níveis das barragens que abastecem a Região Metropolitana de Curitiba. Mas, ainda, longe do ideal. Em Curitiba choveu 151,8 mm, enquanto em Pinhais foram 159,2 mm.