Rede estadual começará ano com aulas híbridas e mais alunos da rede privada

A rede estadual de educação começa o ano letivo no próximo dia 18 de fevereiro (após a Quarta-Feira de Cinzas). Na área do Núcleo de Campo Mourão, que abrange 16 municípios, são 55 colégios e as vagas estão praticamente preenchidas, com cerca de 22 mil alunos matriculados. Por conta da pandemia de Covid-19, as aulas vão começar pelo sistema híbrido (presencial e on-line), com revezamento semanal de alunos para não gerar aglomeração nas salas de aula.

Segundo a chefe do Núcleo Regional, professora Ivete Sakuno, a rede pública regional recebeu cerca de 300 alunos da rede particular para este ano. “Não contabilizamos por escola, mas tem aumentado a procura de alunos que vem de escolas particulares”, confirma Ivete. Ela atribui essa realidade aos recursos tecnológicos que o ensino público passou a oferecer. Outro motivo pode estar relacionado a pandemia de coronavírus, que afetou a renda de muitas famílias.

Alguns colégios, especialmente da área central, tem até fila de espera. É o caso do Colégio Marechal Rondon, que recebeu 96 matrículas da rede particular e tem oito na espera. Sobre essa questão, Ivete explica que pelo fato do ensino gratuito ser garantido pela lei a todo cidadão, os alunos da rede particular têm prioridade nas sobras de vagas.

“Os alunos que vêm da rede municipal são direcionados de acordo com o georreferenciamento, que define o colégio pela proximidade da casa. Mas tem pais que preferem outro colégio e então entram na fila de espera. Nesse caso, se o aluno da rede particular procurar, ele terá prioridade”, justifica a chefe do NRE, ao lembrar que a partir deste ano quatro colégios de Campo Mourão passam a oferecer o ensino cívico-militar.

Para preparar o início das aulas, o NRE está trabalhando desde o mês de janeiro. Nesta semana, dias 11 e 12, será a reunião pedagógica. “O pessoal do RH está trabalhando até tarde da noite para a distribuição das  aulas aos professores e a equipe pedagógica do NRE realizou reuniões on-line para tratar dos ajustes”, explica Ivete. Segundo ela, os diretores também passaram por treinamentos.

Ensino técnico

Outra novidade deste ano é que o ensino técnico foi direcionado para o Colégio Estadual de Campo Mourão, que até o ano passado já oferecia os cursos técnicos em Administração Integrada e Formação de Docentes. O projeto do colégio é se tornar um Centro de Educação Técnica.

A partir deste ano, o colégio vai abrigar os cursos de Enfermagem, Segurança no Trabalho e Estética, que até o ano passado eram oferecidos pelo Colégio Marechal Rondon. Cada curso deverá oferecer, em média, 40 vagas. Também foi transferido o ensino médio oferecido à noite no Rondon.

“Esse é o início de uma caminhada que visa ampliar a oferta de cursos técnicos, já que existe uma demanda no mercado por formação profissional técnica”, ressalta o diretor do colégio, Aldair da Silva, ao afirmar que independente do sistema cívico-militar no Marechal Rondon, já havia uma negociação entre as duas direções e solicitação junto a Secretaria Estadual da Educação para que os cursos técnicos ficassem concentrados no Estadual.

O diretor enfatiza que a estrutura do Colégio Estadual é apropriada para os cursos, como salas de aulas com ar condicionado e algumas com datashow. O processo de mudança foi realizado em dezembro e janeiro. “Já solicitamos também para início no segundo semestre os cursos técnicos de Teatro e de Vendas”, afirmou o diretor.