Prefeito quer paralisar obra e desmanchar construção já feita de calçadão em Farol
O prefeito de Farol, Oclécio de Freitas Menezes (PODEMOS), quer parar com a obra de implementação de um calçadão na Avenida Paraná. A obra, que já esta em andamento, deverá ser desmanchada, caso o projeto seja aprovado pelo Legislativo.
A lei 892/2020, que autorizou a implementação da obra foi sancionada no dia 1º de junho de 2020 pela então prefeita Angela Kraus. Com a construção do calçadão, ficaria proibido o trânsito de veículos no trecho, podendo trafegar apenas veículos dos proprietários locais. As despesas para o investimento, orçado em cerca de R$ 290 mil, são de recursos próprios.
O calçadão está sendo construído no sentido Farol a Campo Mourão, iniciando na rua Rio de Janeiro com término na rua Curitiba. Para a paralisação e cancelamento da obra, Menezes justificou que a população apresenta ‘descontentamento com a mesma’. Já Angela Kraus alega ‘motivação política’.
“Com a normatização gradativa que vem ocorrendo do estado pandêmico, referente a Covid-19, o fluxo de pedestres, inclusive o trânsito de veículos, tende a aumentar, o que restará prejudicando com a redução dos acessos, tornando inviável a continuidade da obra”, diz Menezes na mensagem de justificativa do projeto enviado à Câmara.
O projeto está em discussão na Câmara. Está previsto para ser votado em primeiro turno nesta quinta-feira (18) e em segundo na terça-feira da próxima semana. Segundo o presidente da Câmara Municipal, vereador Ivan Tavares (MDB), há irregularidades na execução da obra. “90% da população é contra a implementação do calçadão”, falou ele.
O presidente disse que a obra foi orçada inicialmente em R$ 290 mil, sendo feito posteriormente um aditivo de R$ 30 mil. “E se continuar com certeza virá mais aditivo por aí”, prevê. Até o momento, foi executado entre 35% a 40% da obra. A empreiteira responsável já recebeu pouco mais de R$ 50 mil da prefeitura e tem empenhando aproximadamente mais R$ 60 mil, informou Tavares.
Segundo o vereador, caso a obra seja paralisada, será reaproveitada uma parte do calçamento. Já dois quiosques fixos construídos para feira do produtor terão de ser demolidos. “Tem mais de R$ 200 mil para serem gastos na obra, enquanto a reconstrução do asfalto que precisa ser feita na Avenida ficaria em torno de R$ 28 mil”, falou.
Outro lado
A TRIBUNA ouviu a ex-prefeita Angela Kraus sobre o caso. Ela se disse entristecida com a possibilidade da paralisação da obra, que segundo ela, mudaria o visual da área central da cidade. “Iniciamos a obra como deveria ser feito. Com projeto, planilha de custos e uma audiência pública ouvindo a população que aprovou. Toda documentação está na Câmara”, falou Angela. Ela disse que toda a planta da obra e planilhas de custos também foram enviadas ao Legislativo, que aprovou a construção na época.
“Se houvesse alguma irregularidade o caso teria que ser levado à Justiça. Mas está sendo levado para Câmara. Isso só me leva a crer que a motivação seja política”, falou a ex-prefeita, ao dizer estranhar a justificativa do projeto de que a população não estaria aprovando a obra, já que houve audiência pública. “O projeto é maravilhoso, tanto que na época foi aprovado por todos os vereadores. Os quiosques fixos eram uma reivindicação dos próprios feirantes. O que falta é colocar a obra para andar”, acrescentou a ex-prefeita.

