Pelo 2º ano, celebração de Corpus Christi não terá enfeites nas ruas
A festa religiosa de Corpus Christi, comemorada nesta quinta-feira (2 de junho), pelo segundo ano consecutivo não terá os tradicionais enfeites em artes sacras pelas ruas. A mudança foi motivada pela pandemia de Coronavírus que exigiu medidas restritivas, que inclui celebrações sem a presença de fieis nas igrejas.
Em Campo Mourão a missa de Corpus Christi neste tem outra novidade: será celebrada apenas na Catedral São José, com início às 8 horas, transmitida ao vivo pelas redes sociais da diocese. Segundo o bispo Dom Bruno Versari, apenas os 10 padres do decanato de Campo Mourão estarão presentes na igreja. Após a missa haverá adoração ao Santíssimo Sacramento até às 10 horas. “Os fieis poderão acompanhar pelas redes sociais”, explicou o bispo.
Ponto facultativo
O dia de Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é celebrado na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, 50 dias depois da Páscoa. Esta data não é feriado nacional, mas por ser “ponto facultativo”, não é considerado dia útil para efeito de operações no mercado financeiro.
Ponto facultativo é uma espécie de “feriado”, decretado pelos governos em dias úteis, nas datas especiais para o município, estado ou nação. O decreto é válido apenas para os servidores públicos, mas induz muitas empresas privadas e empregadores domésticos concederem a folga ou compensarem este dia trabalhado com outro dia da semana. Por conta da pandemia, em Campo Mourão o comércio já encontra-se fechado desde a semana passada, com atendimento apenas no sistema delivery.
Corpo de Cristo
A comemoração desta data teve início em 1264, durante o pontificado de papa Urbano IV. A criação de uma comemoração em homenagem ao sacramento da Eucaristia foi resultado da influência dos relatos de Juliana de Mont Cornillon, uma freira belga que nasceu nas proximidades da cidade de Liège.
A freira dizia ter visões e sonhos que traziam uma mensagem divina acerca da importância de se criar uma festa que comemorasse de maneira apropriada o sacramento da eucaristia. Esses relatos influenciaram inicialmente o bispo da diocese de Liège, que autorizou a realização de uma comemoração.
Em 1261 o arcebispo de Liege, Jacques Pantaleone foi entronizado Papa sob o nome de Urbano IV, que foi o responsável por oficializar a criação dessa celebração. Outro acontecimento que sensibilizou o papa foi o relato de um sacerdote da Boêmia chamado Pedro de Praga, de que durante uma missa teria começado a verter sangue da hóstia consagrada. Corpus Christi teve sua importância ratificada durante o século XIV e práticas comuns à festa foram criadas com o passar do tempo.

