Paixão, Amor e Casamento…

Ontem dia 12 de junho comemoramos o dia dos namorados, hoje dia 13, para os devotos, dia de Santo Antônio – Santo casamenteiro, independente da crença já sentimos o Amor no Ar. Neste clima In Love trouxe um artigo sobre Paixão, Amor e Casamento, vamos ao texto:

Você já se imaginou vivendo 10, 20 ou 50 anos com a mesma pessoa? Sentindo sempre o mesmo prazer em sua companhia, o mesmo conforto em seus braços? Se a perspectiva parece interessante, agradeça ao seu cérebro (e se não lhe agrada, a culpa é dele, também) (…).

Chega a ser curioso como os laços afetivos, principalmente os fortes, como os amorosos (namoro, casamento entre outros) sejam tão importantes para nós seres humanos. Principalmente porque viver em pares não é obrigatório para a sobrevivência de nenhum animal, tanto que muitos bichos inclusive mamíferos procuram um par somente para o acasalamento e depois cada uma segue seu caminho…

Mas se nós, seres humanos, buscamos tanto um par a ponto de investir grande parte da nossa energia a fim de convencer um belo exemplar do sexo oposto, ou não, que nós somos a pessoa mais sensacional e desejável da face da Terra é porque o sistema cerebral humano, como o de outros animais sociais, é capaz de atribuir um valor positivo incrível à companhia alheia.

Isso é função do sistema de recompensa, conjunto de estruturas no centro do cérebro especializadas em detectar quando algo interessante acontece, somos premiados com uma sensação física inconfundível de prazer e satisfação e ainda associamos esse prazer com o que levou a ele – o que pode ser uma ação, uma situação, um objeto ou… Uma pessoa.

Conforme o prazer se repete na companhia dessa pessoa, o valor positivo que atribuímos a ela é reforçado (enquanto torcemos para que o mesmo aconteça no cérebro dela, associando um valor cada vez mais positivo à nossa própria companhia, claro). É o que fazemos no período de namoro, quando conversas interessantes, passeios agradáveis, boa música, boa comida e carinho oferecem prazeres que vão sendo associados à companhia do outro. Se rola sexo, então, melhor ainda: o prazer do orgasmo funciona como uma cola extraordinária para o sistema de recompensa, que atribui (corretamente!) a satisfação incrível àquela pessoa específica (mas é verdade que isso não funciona tão bem em alguns cérebros…).

Com a repetição, o sistema de recompensa vai aprendendo a ficar ativado não apenas em resposta, mas também em antecipação à presença daquela pessoa. Esse prazer antecipado é a motivação, que nos dá forças para alterar compromissos, abrir espaço na agenda e ficar acordado madrugada adentro. Essa é a paixão, estado de motivação enorme em que se faz tudo em nome de mais tempo na presença do ser amado.

Quando vira amor? Essa questão é complicada, mas existe ao menos uma definição operacional curiosa: passado o ardor da paixão, descobre-se que se ama alguém quando pensar em uma vida sem ela causa angústia sincera e profunda. O amor é esse laço que faz seu cérebro achar que sua felicidade está vinculada à presença e à felicidade do outro e que fazê-lo feliz dá novo sentido à sua vida. Nesse estado, desejar o casamento é apenas natural.

Se é para sempre? Depende de vários fatores, alguns deles fora de nosso alcance, como ser traído (e não apenas sexualmente). A boa notícia da neurociência sobre a longevidade dos relacionamentos amorosos é que eles não estão necessariamente fadados ao esgotamento: é, sim, possível se sentir apaixonado décadas a fio pela mesma pessoa. E não é mero acaso de sorte: você pode fazer sua parte. É uma questão de continuar inventando e descobrindo novos prazeres a dois. Tudo para manter o sistema de recompensa do outro interessado em você…

Sabendo disto, se queremos um relacionamento estável e duradouro temos que fazer a nossa parte!

Boa reflexão e

Excelente fim de semana!!

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente