Tapa de volta na face (do book)

Tropeçar nas palavras, Trapacear com as palavras.

Transpassar palavras: palavras são traços

Estive Nólocal (b.d.C.)

            Diogo Bolonhezi, 24 anos, desejava ampla divulgação e resolveu xingar policiais militares de Apucarana, desaforos também endereçados as esposas dos soldados. O jovem usou a face do livro para ofender depois que teve a motoneta apreendida na casa dele quando fugiu da abordagem. A documentação do veículo estava irregular, conforme o noticiado.

            O Facebook como rede social é para muitos um meio usado irresponsavelmente, se manifestam sem cuidado algum, a imaginar tratar-se de um território livre. A palavra livro, escrita em inglês – book – tal vez seja a única relação que muitos têm, uma vez que, dado ao gritante número de erros grosseiros com o nosso idioma, é fácil concluir existir pessoas que jamais leram um livro ou formularam coerentemente uma simples frase.

            O Diogo escreveu pegar ele na rua, em um dado momento, até então supondo que estava ganhando notoriedade como celebridade. E não foi apenas na rede social,  em outros meios de comunicação el foi notícia estadual e nacional. No jornal televisivo da RPC exibido na última sexta, foi manchete. Ele foi detido quando compareceu para retirar a motoneta, liberado posteriormente e intimado a comparecer na Justiça.

            Por telefone a mãe do rapaz demonstrou estar triste com o episódio, e evidenciou que a educação que ela deu, foi a correta, embora o filho não a tenha aprendido inteiramente. A mãe declarou,  se tem consequência, ele vai ter que arcar. O que fez de errado, vai ter que pagar.

            Sem querer naquele momento conceder entrevista e mostrar o rosto – embora no face não estava nem um pouco preocupado em mostrar a cara, diz-se arrependido, fiz sem pensar.

            A nossa Constituição de 1988 ao mesmo tempo que assegura plenamente o livre direito de manifestação, também preceitua a responsabilidade pelo conteúdo. 

            O Diego, sem moral por dirigir veículo sem documentação em dia, sem moral por fugir da abordagem, também não tinha moral para xingar policiais e familiares. Terá que ouvir juiz, promotor e outras autoridades, pois não ouviu – e seguiu! –  os conselhos e a correta repreensão da mãe, em casa, bem quetinho, quem sabe.

Fases de Fazer Frases (I)

            Um relapso por um lapso é tema para quem tema. 

Fases de Fazer Frases (II)

            A escassez de criatividade torna qualquer ideia genial. 

Fases de Fazer Frases (III)

            O otimista lê horóscopo e o pessimista obituário. Ambos preenchem palavras cruzadas.  

Fases de Fazer Frases (IV)

            Eu sigo consigo, no te seguir irei conseguir. 

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

            O jovem universitário mourãoense André Luiz Alves, na página virtual que ele tem, lembrou do professor, o escrevinhador aqui: … vasculhando meus armários, na minha minibiblioteca, quando vejo, fora de ordem vejo o livro A revolução dos bichos, de George Orwel, tinha lido no terceiro ano do Ensino Médio, a mando do grande professor José Eugênio Maciel, rememora meu ex-aluno. André conclama os homens que se unam, como os bichos se uniram naquela obra.  Com apreço faço o registro como professor, já que um professor ao ensinar semeia também, existirão as que darão bons frutos. O André gosta de ler, refletir, expressar opiniões, então valeu a pena a sugestão de leitura. Um último detalhe, na página do André tem um subtítulo também chamado Olhos, Vistos do cotidiano

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

            Há tempo sem me encontrar com ele, pude na semana passada rever o amigo José Boiko.  Zeca comanda os negócios dele em São Paulo e quando está no Paraná tem que estar mais em Londrina. Atencioso e educado, na rápida conversa ele disse acompanhar esta Coluna – fato que eu desconhecida, sobretudo com a frequência que enfatizou – e afirmou: é marcante quando você escreve sobre pessoas conhecidas e importantes que infelizmente morrem, e você mostra a importância delas. Honrado, agradeço publicamente.  

Reminiscências em Preto e Branco

            Durante a vida como profissional só vestiu duas camisas, soube honrá-las, engrandecendo a história do futebol, do Botafogo e da Seleção brasileira. Nilton Santos saiu definitivamente do campo,  caminhou a passos lentos para o vestiário, desapareceu no túnel em meio as nuvens no céu da eternidade. Derradeiro adeus, o estádio foi um misto de aplauso e silêncio. Nilton Santos, carioca nascido em 1925, morreu aos 88 anos na última segunda.

            O time da estrela solitária contou com ele durante 16 anos, o Botafogo foi sempre a sua paixão e o time sempre foi apaixonado pelo melhor lateral-esquerdo, do Bota, sim, com o orgulho, da seleção, idem. Foi também o melhor na sua posição enquanto jogou. A FIFA o escolheu como o melhor de todos os tempos! Com a estrela solitária jogou 729 vezes e foi campeão estadual com quatro títulos. Jogou na seleção quatro copas e foi bi-campeão (1958 e 1962).

            O apelido dado a ele é plenamente justo,  Enciclopédia do Futebol, genial, ético com os colegas de profissão e um prosador claro. Agradeceu a vida que teve, a família, amigos, o futebol, e, como não poderia deixar de ser, agradeceu a bola, ele e ela sempre se deram bem, magistrais.