A fleuma do flanelinha que flauteava a flanar
Dia nove passado, segundo o Jornal O Estado do Paraná, versão eletrônica (do dia 11), um flanelinha – nome dele não informado – foi preso após tentar receber vinte reais de um motorista que deixou o carro dele aos cuidados do guardador de carros, na praça Espanha, Bairro Bigorrilho, Curitiba. O caso chegou até a Guarda Municipal. O motorista comunicou o fato, preferindo não registrar queixa. O flanelinha foi preso por já ter mandado de prisão.
É uma realidade brasileira com abundantes características comuns nas cidades grandes, além da trafegabilidade ser muito lenta com engarrafamentos, estacionar é mais difícil que encontrar agulha no palheiro. O flanelinha, aqui sem aspas em razão da palavra já ter sido dicionarizada (guardador autônomo), tal designação está relacionada a flanela: tecido usado para limpar/lavar/lustrar. A prática levou muitos municípios a criarem leis tentando regulamentar a profissão, enquanto que muitos outros objetivaram banir essa atividade.
Crimes, inclusive assassinatos, práticas de extorsão, ou no mínimo constrangimentos por que passam motoristas ao tentarem exercer o direito legal de estacionarem nas vias públicas, se deparam com ruas, avenidas ou praças privatizadas ilegalmente. Os flanelinhas chegam e intimam, o risco evidentemente é enorme de ter o carro danificado pelos próprios flanelinhas. Então, paga-se pelo serviço que muitas vezes não é prestado.
Longe de qualquer apologia ao crime, mas sim o de realizar, grosso modo, um contraponto, o simples constrangimento ou mesmo a tentativa – ou prática – de extorsão de um flanelinha, não é nada, absolutamente, do que praticou Nicolau dois Santos, ex-juiz adequadamente apelidado de Lalau – expressão do mundo do crime que significa ladrão – novamente notícia esta semana, quando finalmente e após treze anos de ação processual e policial, foram repatriados para os cofres públicos brasileiros 10.8 milhões de reais desviados quando das obras para construir o Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo. O dinheiro depositado na Suíça na conta do Lalau foi feito pelo ex-senador Luiz Estevam, também cassado por uma série de escândalos. O juiz, de 84 anos, várias vezes esteve na cadeia e cumpre prisão domiciliar.
A expressão facial é de homem idoso e chega a enganar, do tipo um velhinho que não faz mal a ninguém. Puro engano! Ele comprou um apartamento em Miami, Estados Unidos no valor superior a 800 mil dólares, além de outras nobres propriedades. A prisão domiciliar na mansão que ele tem, passível de questionamento ante à tanta riqueza, faz com que Lalau leve uma vida na flauta, não de quem usa um instrumento musical mas de uma vida sem fazer nada, de vagabundo no sentido de bandido, a flanar, como corrupto que fleuma, se anteriormente convicto de não ser descoberto e de não ser punido, se mantém assim, aguardando prescrever o crime no ano que vem, em plena copa do mundo. AFIFA não admitirá flanelinhas.
Fases de Fazer Frases (I)
Quem apenas agrada se degrada. Quem apenas desagrada se desgraça.
Fases de Fazer Frases (II)
Curiosidade mata. Morre-se sem saber.
Fases de Fazer Frases (III)
Pensar, pinçar, apensar… Pinçado é o pensamento apensado.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
Embora na semana passada eu tenha feito questão de registrar, enaltecer o fato de contar com o respaldo deste Jornal, pois sem ele não seria possível chegar aos 25 anos desta Coluna, também no último domingo esta Tribuna do Interior historiou a data com duas páginas inteiras, com fotos, depoimentos, entrevista, tudo realizado com competência esmerada da equipe de jornalismo, encabeçada pelo Walter Pereira, e dos proprietários – antes de tudo amigos Nery e Dorlly. a repercussão foi enorme, e nunca é demais agradecer.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
As manifestações endereçadas a este escrevinhador foram tantas que não é possível transcrevê-las, falta espaço. Ainda assim, torno público os nomes e o agradecimento. De Campo Mourão: Rubens Luiz Sartori, Rosira Brisola Maciel, Eraldo M. Barzotto, Fraterno Maria Nunes, Lucilene de Araujo, Colégio Estadual Campo Mourão, João Marcos Durski, Angelita Nascimento, Egidio Silva Brizola, Paulo G. Marcondes, Maria José Cordeiro,, Gabriela Venâncio Trigonomo, Juvenal Pereira Sanches, Edna Rosa M. Pereira, Edni Belmira B. Maciel e Mayara G Antunes.
Das demais cidades da região e do País: Rafael Carlos Eloy, Cecilianne Dias, Rodrigo Corrêa de Barros, Waleska Barros, Alana Maísa B. Maciel, Marcos Ferreira, Rodolfo Corrêa de Barros, Elizabette Kimioski, Maria do Desterro B. M. Barros, Lemara Oliveira, Jurema Vicentin, Thomaz Bórggio, José Cláudio Menozzomo, Aparecido Moreira, Enio B. Maciel, Gervásio Gorres, Mário Madureira Pinto, Hernandes Serqueira e Lourdes Maria Pedrosa.
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
Intitulada Preso no elevador, sem andar, publicada dia 16 do mês anterior, motivou o vereador mourãoense Toninho Machado requerer à COPEL – Companhia Parananense de Energia, avisar também os condomínios quando da interrupção do fornecimento da energia. Naquela coluna relatei a situação, séria e ao mesmo tempo com humor, afinal tudo acabou bem. Registro e agradeço ao nobre edil pela iniciativa, embora sem citar o meu nome – não precisa mesmo! – ele remeteu cópia do expediente, fazendo a seguinte menção: conceituado colunista permaneceu preso por mais de 30 minutos…. Pelo menos nesse caso a Coluna teve utilidade pública.
Reminiscências em Preto e Branco
O tempo é a importância do passado.
