Velhos e novos erros
Metade dos nossos erros na vida nascem do fato
de sentirmos quando deveríamos pensar e
pensarmos quando deveríamos sentir
J. Collins
Identificar causas dos erros deveria ser uma condição irrenunciável. Todavia não é o que ocorre frequentemente no Brasil. Tragédias como a de Santa Maria no Rio Grande do Sul, quando até o presente momento da elaboração desta Coluna já sãos mais de 230 mortos, infelizmente não proporcionam lições capazes o suficiente para evitar que elas voltem a ocorrer.
Temos uma mania de confiar, seja pelo sentimento religioso, da chamada sorte ou por considerarmos diferentes dos demais, do tipo, isso não irá acontecer comigo, dando vazão à negligência, imperícia e à imprudência.
Brasil afora, cidades correram atrás da papelada, das leis e os meios de controle e fiscalização inerentes aos estabelecimentos como a Boate Kiss. Foi o caso do Paraná e em Campo Mourão, quando ocorreu uma reunião com tal finalidade.
Evidentemente que não são todos, porém é preciso registrar o fato de o brasileiro ser uma espécie de fogo de palha, reage, expressa a sua indignação, muda de atitude, mas logo depois negligencia, cai no esquecimento.
Quem não se lembra da gripe suína? Lavar as mãos com álcool gel foi uma das medidas essenciais destacadas. Tão logo passou o grave problema, tem gente que chega da rua e vai logo sentar-se à mesa para as refeições. Se aquela gripe deixou de ser uma ameaça, higienizar bem as mãos continua sumamente imprescindível.
Existe hipocrisia quando surge determinada lei que nos tira da zona de conforto e nos impõe obrigações que implicam mudança comportamental, por ter os que já pensam em driblar a lei. O caso das cadeirinhas para crianças ainda não é levado a sério por todo mundo. Para citar apenas um exemplo, em recente acidente automobilístico na nossa região uma criança com menos de dois anos morreu por não utilizar uma cadeirinha.
O lado extremamente positivo de nós brasileiros é o de sermos solidários nas tragédias, todas as partes do País se demanda ajuda, apoio moral, material e toda forma de se estar presente. Não é só Santa Maria nem o Rio Grande do Sul, e sim todo o Brasil de braços dados para minorar a grande dor do luto.
Fases de Fazer Frases
Olhos se pertencem, olhares apetecem.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
Agora a tolerância é zero! Qualquer presença de álcool constatada no motorista será aplicada multa, proibição de dirigir, além da já anunciada recusa inaceitável de se submeter ao exame do bafômetro, outros meios probantes podem valer, como a avaliação da autoridade policial, testemunhas e imagens. A propósito do Artigo de hoje, pode parecer total desesperança num Brasil melhor, mas esta exceção merece registro.
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
A Ordem dos Advogados do Brasil em Campo Mourão reuniu os profissionais para entregar-lhes placa e adesivo da campanha Advogado não tira dúvidas, presta consultoria. O presidente da subseção Renato Fernandes da Silva Júnior disse que o advogado dá consultas em estranhas situações, na fila do açougue, no supermercado, chega alguém e começa a expor um caso, com a finalidade de não ter custo.
Vale comparação com outro profissional: já imaginou um médico examinando um paciente na esquina, numa agência bancária, pedindo-lhe que abra a boca para ver o dente que dói, ou solicitar que tire a roupa?
Olhos, Vistos do Cotidiano (III)
Pelo menos 1800 reais é quanto custa cada preso no Paraná. O governo do Estado irá diminuir tais custos devido à licitação para a compra de tornozeleiras destinadas aos presos do regime semiaberto. Segundo a Secretaria da Justiça o custo do mencionado sistema deverá ser R$ 539,58 por preso. Outros benefícios são previstos: aumentará a possibilidade de reinserção social do apenado e abrirá vagas nas prisões.
Reminiscências em Preto e Branco
Aos 78 anos, morreu Ary Ventura Vidal, um dos maiores nomes do basquete brasileiro. Entre as muitas conquistas que protagonizou como técnico, a mais eletrizante e memorável aconteceu em Indianópolis, na final dos jogos Pan Americanos. Os Estados Unidos eram os grandes favoritos pela histórica tradição e pelo desempenho naquele certame, sem falar no fato de jogar em casa. Caberia ao Brasil ser vice.
O primeiro tempo, assistido por 16 mil pessoas, deu, digamos, a lógica, 68 para eles e 54 para o Brasil. No intervalo Ary Vidal reafirmou que o Brasil poderia vencer e motivou os jogadores, eles foram pra cima liderados por Marcel e Oscar que fizeram várias vezes cestas de três pontos. Fim da partida: Brasil vence a até então imbatível maior potência do basquete, 120 a 115.
Emocionante naquele 1987 vermos um ginásio inteiro aplaudir o grande (no duplo sentido da palavra) Oscar. Ary não gostava de ser chamado de treinador, treinador é de cavalo, eu sou técnico, aquele que domina o detalhe.
