A florzinha colocada no vaso do coração

 Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio. 

Adivinhar sentimentos 

Encontrar a palavra certa nos momentos incertos. 

Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir. 

Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar. 

Sua existência é em si um ato incondicional que nada espera em troca. 

Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito.

(Trecho do livro Minha mãe, meu mundo) 

 

            Os primeiros passos são ao encontro dela, para ser recebido de braços e corações abertos repletos de infinito afeto. Engatinhando, correndo, no principiar e no andar da vida, o caminhar parte ou retorna nela, a mãe. Ela é o porto seguro, nós filhos somos barcos que nascemos no cais e ali não poderemos ficar a vida inteira. Os filhos terão que navegar!

            Toda a criança de um modo ou de outro já coletou flores e veio presentear a mãe. Não exatamente uma flor, por vezes um matinho meio murcho e desajeitado nas delicadas mãozinhas, entregues com toda a felicidade para a amada mãe. E ela, no encantamento autêntico, a enxergar e sentir mais do que o concretamente palpável, recebe do filho como o buquê mais lindo e perfumado, e é mesmo! O coração digno da mãe que não espera ou cobra reconhecimento vive naquele gesto a felicidade plena e, no proceder da ternura dela diante da criança, logo põe no vaso cuidadosamente o presente, agradecendo com outros muitos beijos e abraços.

            Momentos como esse dá uma vontade mútua de não termos crescido, ao menos tão rapidamente: a mãe por não esquecer cada momento da trajetória do filho, afinal, elas estiveram sempre presentes e certamente os filhos gostariam de hoje ganharem o colo com a meninice poeticamente manifesta naquele ato de entregar a ela aquela florzinha. 

            A mulher nasce com o instinto materno, é da natureza, e ela percebe, amplia, dá vazão muito antes de chegar à vez dela de ser fecundada, gestar, de dar a luz. A maternidade é própria da mulher, nasce e vai consolidando dentro de si e também em relação à sua espiritualidade o preparar do solo fértil chamado útero, como luz que ainda não foi acesa ou não tenha sido vista, mas certamente a iluminar aquele que virá.

            Mãe gera a vida do filho. Ela dá vida a todos eles. Doa-se inteira e sempre. Aliás, a vida dela mesma existe em função de todos aqueles que gerou. A vida da mãe é os filhos. É como se o cordão umbilical jamais se desprendesse e, bem ao contrário, fosse ao longo da vida vivida em cada momento, se tornando mais forte e verdadeiro. Quem mais poderia dar a própria vida para que a vida de um filho continuasse a existir? Sem perderem a esperança e a fé diante da dor do filho que não podem tirar o sofrimento dele, não hesitam em rogar para que a mesma dor passe para ela, livrando sua criatura da dor que certamente dó mais nela, sempre.

            É o amor mais autêntico, irrenunciável, sempre aceso como a chama que não se apaga. Que sonhos, planos, sentimentos tem cada mãe? O que querem elas? O que são efetivamente as mães? Seja qual for a resposta, tudo tem sentido e se espelha nos seus filhos, a vida dela tem a razão de ser, de existir, de ter significado tudo neles, os filhos.

            E qual a melhor mãe do mundo? Não carece responder. E ao dizermos como filhos que é ela, na simplicidade e elegância que elas têm, cada mãe dirá que ela só é a melhor mãe do mundo por causa dos filhos que tem, prova maior de amor, como a florzinha tão efusiva e feliz que ela colocou no vaso, dada por nós, filhos.

 

Frases de Fazer Frases

         Ter inveja de si tem uma vantagem, a de poder se imitar perfeitamente.

 

Olhos, Vistos do Cotidiano (I)

         A Revista O LOJISTA – Roteiro de Compras, negócios e lazer, patrocinada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Mourão, circula pela cidade contendo anúncios e promoções especialmente alusivos ao dia das mães. A revista tem qualidade gráfica e é uma publicação da Multi Eventos e Propaganda, em conjunto com o CDL. Segundo eles, a publicação se encontra em fase experimental. O que certo é que a Revista começou bem, leitura atraente e com uma sequência de frases e pensamentos colocados no alto de todas as páginas, contribuindo para reflexões agradáveis.

 

Olhos, Vistos do Cotidiano (II)

         Era até mesmo fácil para a imprensa nacional e os chamados analistas do futebol considerarem que a série de 24 vitórias consecutivas e o único time invicto de 2011 (o Flamengo perdeu na quinta no Rio para o Ceará) e com 27 jogos sem perder, existia uma desconfiança que o Coritiba iria cair quando jogasse com um time grande. Jogou com um time grande que, se não se apequenou, foi mesmo massacrado: Coxa 6 a 0 no Palmeiras. Pelo menos os comentaristas da imprensa nacional puderam ver o Coritiba jogar e assistiram maravilhados. Os palmeirenses também assistiram, passivos naturalmente.

 

Reminiscências em Preto e Branco (I)

         Embora deva ser lembrado o dia 13 de maio de 1888 como o dia em que foi assinada a Lei Área que aboliu a escravidão do negro no Brasil, foi também no mês de maio, dia oito, só que em 1758, assinado o Alvará que abolia a escravidão dos índios no Brasil. Tanto os índios como os negros na verdade lutaram heroicamente para conquistar a liberdade, embora pareça concessão como benesse dos brancos.

 

Reminiscências em Preto e Branco (II)

            O grande cientista e pai da Química Antonie Lavoisier foi guilhotinado no dia oito de maio de 1794, tendo em vista a Revolução Francesa. A morte dele ao deceparem a cabeça se deu através de um julgamento sumário, uma vez ser Lavoisier pertencente a uma família aristocrática.