“FORA SARNEY”… ”COLLOR”…”ITAMAR”…”FHC”…”LULA”…”FORA DILMA”
A verdade, posto que imponente e sempre perdedora em um choque frontal com o poder, (…)… A persuasão e a violência podem destruir a verdade, não substituí-la.
Hannah Arendt
Vivemos uma crise tanto política quanto econômica. Entre tantos fatores nefastos destacam-se a elevação das taxas de juros, aumento dos impostos e a inapetência do poder público em atender a mínimas demandas sociais como obras e prestação de serviços à população. Economicamente o poder aquisitivo do brasileiro encolhe, reduz a níveis que não mais as famílias conseguem eliminar ou diminuir o custo de vida. O desemprego cresce, cenário de uma economia que letargicamente se arrasta. A corrupção é outra grande motivação de indignação, é notória a insatisfação dos brasileiros, ninguém quer apenas a condenação e prisão dos ladrões. A exigência inequívoca é que todo o dinheiro roubado seja devolvido aos cofres públicos.
Debater quantas pessoas estiveram nas ruas, nessa ou naquela mobilização é não voltar-se para o que efetivamente interessa. A insatisfação é geral, mas fica o governo acusando a oposição que não soube perder; e a oposição apontando o governo de não saber ganhar. A guerra verbal instiga o já grande nível de insatisfação do povo.
Institucionalmente o impedimento da presidente Dilma é, até a presente realidade, impossível, uma vez não existirem provas materiais para que ela seja investigada. Se o devido processo legal deve ser respeitado e que, portanto ela deve ser mantida no cargo, nada impede que a oposição e qualquer brasileiro não acreditem que ela de fato não sabia de nada do maior esquema de corrupção da história.
O PT prova do próprio veneno, hilário, mas sobretudo triste (sem surpresa alguma), quando pedia e agia para tirar Sarney, Collor, Itamar, FHC. Mas agora os petistas roubam as palavras da então situação, e o PT atribui o Fora Dilma, a golpe, traição à democracia. O confronto com o PDSB se caracteriza pela inversão de papeis ao longo dos governos que eles foram detentores. Eles se merecem!
Durante e por um pequeno tempo depois que multidões estiveram nas ruas em junho de 2013, desengavetaram projetos que tratam da reforma política e, tão às pressas vieram tão rapidamente foram repousar em pilhas de papeis, juntos com os discursos político-eleitorais. Empoeirados, mudam as datas e enfatizam que agora vai. É a nada convincente encenação, nova estreia em cartaz por alguns dias.
Cansados de esperar, acreditar, a sociedade civil deixa bem claro pressa que tem, e a intolerância com o estado de coisas lastimável, revoltante. O grito e os dizeres das ruas não podem ser sufocados nos palácios.
Fases de Fazer Frases
A verdade muda quem muda de verdade.
Olhos, Vistos do Cotidiano (I)
A Biblioteca Pública professor Egydio Martello realizou encontro de escritores alusivo ao Dia da Poesia, (dia 12 último) que reuniu em Campo Mourão os poetas Marlene Kohts, Mário Carneiro Júnior, Fábio Sexugi e eu. Honrado, agradeço o convite e parabenizo a todos pelo belo encontro literário.
Olhos, Vistos do Cotidiano (II)
Vagabundos seriam determinados manifestantes, foi dito em Campo Mourão sobre as manifestações. Se vagabundos, então são mais vagabundos ainda quem foi às ruas durante a semana, horário de trabalho. E, se vagabundos, quem esteve no domingo nas ruas ao menos não mataram o serviço. Vagabundo mais, ou menos.
Reminiscências em Preto e Branco
Não escrevo aquela palavra em inglês. Ela por si traduz para o português: impedimento. A presidenta obrigará os 39 ministros a dizerem impedimenta?
