Baixos e altos
A ironia nas dificuldades vividas pela Petrobras, num governo que teoricamente esquerdista, prioriza a estatização, embora crie novas e privatize outras como os aeroportos, está no fato de que, se fosse privada a empresa seria das mais rentáveis do mundo. Falta-lhe bom desempenho no refino, na distribuição e toma imenso prejuízo na revenda, com seus preços estagnados para conter a inflação. Nos itens, encontro de bacias petrolíferas, desenvolvimento e produção, é imbatível. O seu desempenho porém, em outras frentes, deixa a desejar. Gasta mais do que produz, o que a obriga a tomar cada vez mais dinheiro emprestado, aumentando sua dívida que já responde por 3,5 vezes o que produz, estourando o que em governo se chama de limite prudencial de 2,5. É igualmente a que mais investe, embora por aqui se saiba hoje que os investimentos, a se considerar negócios como o da Pasadena, da refinaria em construção em Pernambuco, e outras transações do gênero, certamente não a credenciam como bem gerida. Empresas particulares como a Exxon, a Chevron, a Shell, investem menos e rendem mais. O risco maior que a Petrobras sofre no momento é sofrer um rebaixamento de nota pelas agências de rating, equivalente ao que o Brasil acaba de sofrer. No caso do país, tal rebaixamento aumentará as dificuldades para captação de investimentos estrangeiros. No caso da Petrobras implicará em aumento no custo do dinheiro tomado por empréstimo. Resumindo, está mais do que na hora de a Petrobras ser levada mais a sério. Sua atual diretoria, especialmente a presidente Graça Foster, tida como competente, não fará milagres, se o governo continuar a usar a empresa politicamente, como cabide de emprego e para garantir resultado eleitoral.
Em baixa
Os políticos em baixa, obrigaram os marqueteiros, que sempre sabem o que o povo quer comprar, a lançarem mão da figura da administradora competente. Bem apadrinhada como foi o caso da presidente Dilma, com o ex-presidente Lula colocando seu enorme capital eleitoral que à época elegeria um poste, assinando em baixo de sua competência; a visão da técnica sem experiência política, pode entrar em baixa, conforme o andar da carruagem chamada Petrobras.
Perigo à vista
Um paranaense, o deputado Rubens Bueno, líder do PPS, está empenhado em obter os votos necessários para a implantação de uma CPI para apurar o caso Pasadena. Mesmo com a convicção popular de que esse tipo de Comissão, sempre termina em pizza, uma investigação neste período eleitoral pode gerar um interesse tão grande quanto o julgamento do mensalão. Em época eleitoral, um perigo, raciocinam os governistas.
Com reservas
O grupo liderado pelo prefeito Gustavo Fruet venceu com folga a disputa pelo comando do PDT, em nível municipal. Com 508 votos a Unidade Pedetista derrotou a chapa Brizola Sempre, liderada pelo empresário Raul Alcantara, com apenas 95 votos. Resultado bem recebido pela senadora Gleisi Hoffmann, embora o grupo petista da vice Miriam Gonçalves, esteja criando alguns aborrecimentos para o prefeito, apoiando greves municipais.
Questão de estilos
Embora a diferença cultural, professor que é, enquanto o deputado federal é palhaço de origem, o vereador curitibano Professor Galdino vive tentando se nivelar em criatividade ao deputado Tiririca. Não passa um mês, sem que ele venha com alguma tese esdrúxula. Ainda agora pretende tirar os cavalos da rua. Nada de carrocinha sendo puxada por tração animal, mesmo que em serviço útil como o recolhimento de lixo. Cavalo na rua só da PM ou do Exército. Quanto a este último, pra quê?
Em choque
Nova leva de 41 profissionais (!) contratados pelo Mais Médicos levanta questionamentos sobre o programa. Graduados pela venezuelana Escola Latino-Americana de Medicina, voltam ao Brasil sem terem cumprido as exigências do artigo 8º da Lei de Exercício da Medicina daquele país. A informação é do presidente do Colégio de Médicos de Caracas, Fernando Bianco, à Folha de S. Paulo. Fernando por sinal é insuspeito pois simpatizante do chavismo.
