Equívocos continuados

É impressionante o número de decisões da área econômica do governo federal, tomadas para resolver determinadas situações e que acabam impactando em outras. Alguns exemplos: a retirada do IPI da indústria automobilística  só para brecar as ameaças de desempregos, acabaram por criar problemas na mobilidade viária, dado o grande número de brasileiros a adquirir novos veículos, sobrecarregando as infraestruturas urbanas e  aumentando a inadimplência pelo número de pessoas que viram a oportunidade de realizar o sonho do carro próprio, sem pensar nas conseqüências. Igualmente a redução determinada nas contas de luz, sem considerar o grau de comprometimento da estrutura energética de fonte única, já prejudicada pelo poucos investimentos no setor. As anunciadas hidrelétricas que estão saindo do papel, com atrasos provocados pelas imprevisões em relação ao meio ambiente, além da resistência das nações  indígenas atingidas. Por último um verão inesperadamente longo e forte, reduzindo a capacidade das hidrelétricas, forçando a utilização das caras termoelétricas. A solução parcial dada agora às distribuidoras de energia elétrica, emprestando-lhes bilhões de reais,  passado o período eleitoral, será repassada ao consumidor. Recentemente, os bilionários prejuízos causados à Petrobras, já comprometida por outros fatores agora em destaque, com a manutenção do preço dos combustíveis nas refinarias, e o petróleo importado a preços em ascensão. Comprometendo igualmente as usinas produtoras de álcool, embora essas repassem à Petrobras parte dos  prejuízos causados pela estiagem e pela entressafra. A anunciada auto-suficiência do petróleo ficou nas luvas impregnadas de óleo do ex-presidente Lula, em antigo comercial comemorativo. E literalmente nas costas da atual. Como esta coluna tem repetido: o Brasil precisa de estadistas, capazes de, com visão de longo prazo, prover o presente mas prover o futuro. De soluções tapa-buraco as administrações brasileiras  estão cheias.

Decisão a exigir…

O final da CPI dos pedágios no Paraná, aponta para soluções que precisam ser vistas com cuidado. Pior do que está ficou a situação do Rio Grande do Sul em que o governo adotou posições radicais. Com as ações que se sucederam,criou-se um limbo jurídico, e com ele nenhum tipo de gestão: nem a pública, nem a privada. O resultado são estradas federais sucateadas que depois terão custos imprevisíveis para recapeamento.

…cuidados

Nas estradas estaduais retomadas pelo governo gaucho, a disputa jurídica permanece.

O pedágio mantido a preços menores, elimina atendimentos antes existentes como ambulâncias, guinchos, centrais de emergência. Além de reclamações quanto à qualidade do asfalto.

Empréstimos…

Um assunto a merecer destaque maior da coluna, amanhã, diz respeito à informação sempre repetida aqui de que o Paraná recebe do governo federal, um atendimento diferenciado: para pior. Mais uma vez, nesse período de governo da presidente Dilma, ficamos atrás de todos os estados em número de autorizações para empréstimos: apenas R$ 950 milhões.

…privilegiados

Piauí, Amapá, Rio Grande do Norte, Alagoas, Rondônia, todos receberam mais apoio que o Paraná. Para não falar no Maranhão, que tem o homem mais poderoso do país, em termos políticos, só perdendo em prestígio junto ao governo federal ao ex-presidente Lula, que mesmo não exercendo cargos manda e não pede.

Alto preço

A fala do novo Secretário da Fazenda do Paraná, Luiz Eduardo Sebastiani é contundente: Não estamos falando de financiamentos para um governo, mas para um Estado. E que estado. Um dos que mais dão contribuição ao país. Uma contribuição fantástica  à economia nacional. Só que, ao que parece, o Paraná paga o preço de nunca ter dado vitória ao Lula e a Dilma por aqui.

Em choque

A prova da má vontade, com objetivos políticos em relação ao Paraná, pela Secretaria do Tesouro Nacional, está na não contestação de argumento do secretário Sebastiani: Posso atestar que não há nenhum estado em situação melhor que a do Paraná, mas que muitos outros têm condições piores.