Reações emblemáticas

Dias desses neste espaço comentamos a importância que a leitura das secções Colunas do Leitor, do jornais, faria aos governos. Especialmente o federal. Da mesma forma o número de e.mails que este e outros colunistas políticos estão recebendo, enchendo suas caixas postais. Há um clima de insatisfação deixado claro nessas correspondências. Fala-se inclusive em nova Marcha das Famílias com Deus, pela Liberdade, movimento popular inicial de apoio à revolução de 1964. Ajudou a criar o fato mas não teve controle da ação posterior! Isso num momento em que as Forças Armadas estão em  estado latente, pela primeira vez no país, como bem o demonstram  os retrospectos de Laurentino Gomes em seus extraordinários 1808, 1822 e o atual 1889,  sem maiores intervenções na atividade política. Também o Judiciário, em virtude dos últimos resultados  do julgamento do mensalãono STF,  com os novos participantes correspondendo ao que a opinião pública já intuía, iriam representar, emitindo votos num julgamento de cujos resultados anteriores não participaram, deixou  margem a especulações. Também a participação de Dias Tofolli, que muitos ainda acreditaram  poderia se julgar impedido, por só ter sido nomeado em meio ao debate e, principalmente, por sua vinculação anterior ao PT e a Zé Dirceu, tudo colabora para as dúvidas hoje dominantes na opinião pública. Situação a ser finalizada com os anunciados afastamentos de Celso de Mello e Joaquim Barbosa.  Não há como deixar de temer o que virá por aí! Quando se divulga hoje na aldeia global a situação de Venezuela e Argentina, com seus poderes dominados, situação que só difere daqui pela rebelião momentânea da Câmara Federal, a que se pensar! Acrescente-se o volume publicitário despejado nos veículos de comunicação de massa e se terá a Internet e suas várias mídias, como alternativa aos debates. Ainda assim, com todas as suas virtudes e defeitos,  na mira do governo que procura encilhá-la através projeto em discussão no Congresso.

Bom senso

O preço da passagem no transporte coletivo, estopim das manifestações crescentes de junho do ano passado, só contidas pelas oportunas participações (para os governos) dos black blocs, volta à discussão na Região Metropolitana de Curitiba. Com todos os ingredientes para virar novo foco de descontentamento. Município, Estado, Justiça, Tribunal de Contas, empresários, não se entendem. Nesta véspera de Copa que tem gerado inclusive aqui, muita divergência, é importante que o bom senso impere.

Á flor da pele

A finalização da Arena da Baixada, estádio particular do Atlético que agora entra como garantia na negociação final com o BNDES (o que neste país do jeitinho não significa nenhuma garantia), está levando o presidente do rubro-negro ao desespero. Nem as sessões de terapia estão conseguindo conter sua agressividade, inclusive com a própria torcida do clube.

Discrição respeitada

Uma nota retificadora desta coluna, em relação a matéria divulgada na segunda-feira com a relação dos ex-governadores e viúvas de ex-governadores beneficiados com a pensão integral a eles concedida, foi publicada de maneira incompleta. De fato  Álvaro Dias foi o único a abrir mão da aposentadoria. Um ex, cujo nome omitimos em respeito à sua discrição, doa a uma importante instituição da área de saúde, os R$ 26,5 que recebe.

Enxurradas de março

O maestro Tom Jobim é sempre lembrado neste mês de março, de mais barulho (trovões) que  água por aqui, pela música que ele compôs e Elis imortalizou. Infelizmente para o prefeito curitibano, Gustavo Fruet e também para o governador Beto Richa, não são só as águas de março. Junto,  uma enxurrada de reclamações e ameaças de greve. Seguindo o exemplo assustador do Rio, até os lixeiros.

Em choque

A reunião do PT em São José dos Pinhais, sexta-feira, fez com que Lula não visse uma dos efeitos do PAC da Copa. O atraso na construção do corredor Curitiba-Aeroporto, com sua discutível e  atrasada  ‘ponte estaiada’. Sem helicóptero ficaria algum tempo no congestionamento que alí se repete.