Obra especial

Uma obra de há muito esperada começa a sair do papel. Fruto de um entendimento entre o governo do Estado e a Rodonorte, que explora a ligação entre Ponta Grossa e Apucarana: a duplicação da BR-376, mais conhecida com Rodovia do Café (de saudosa memória). Inaugurada no primeiro governo de Ney Braga, com a presença do primeiro e sério  presidente nomeado pela revolução de 1964,  Castelo Branco, essa rodovia, além de melhorar significativamente a ligação do norte com a capital paranaense, esvaziou um movimento promovido por políticos pés-vermelhos que defendia a criação do ‘Estado do Paranapanema’, dividindo o Paraná e incorporando ao norte, parte de São Paulo. Isso em função da forte influência que São Paulo exercia sobre aquela importantíssima região deste Estado, que deve grande parte de sua ocupação a paulista e mineiros, atraídos pelas terras nobres onde o café expandiu-se. Um momento épico descrito pelo Domingos Pelegrini no seu Terra Vermelha. Até ali, a ligação precária entre norte, a capital e o Porto de Paranaguá era feito pela precária Estrada do Cerne, construída por Manoel Ribas. Cumprida a missão de integração, outra frente exigia atenção. Centro-oeste, sudoeste e o hoje fortíssimo oeste do Paraná, exigiam atenção com a expansão das culturas de milho, soja, trigo e algodão, coincidindo com o declínio do café. A Rodovia do Café deixou de receber maiores referências. Só agora se trabalha na  duplicação dos 231 quilômetros que ligam Ponta Grossa/Apucarana. São 11 quilômetros iniciais inspecionados pelo secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa que anuncia investimentos da Rodonorte e do Estado de R$ 1 bilhão até o final da obra. Com esas duplicação, resgata-se também um pouco da História deste Estado, pouco conhecida até por gente do governo. Cabe igualmente completar a duplicação da BR-277, restrita ao trecho Curitiba-Ponta Grossa e EME sua parte final, de Matelândia a Foz. Isso mostra o quanto estamos atrasados em qualidade de rodovias, praticamente nosso único meio de transporte interno.

Opção abandonada

As ferrovias, inclusive a Ferroeste, superada antes de ser acabada, e a mais antiga, construída pelos ingleses na conquista do norte paranaense (a empresa foi nacionalizada com o nome de Cia. Melhoramentos do Paraná, que completou bem, o que os ingleses começaram), são hoje tão inexpressivas que mal são identificáveis no mapa político rodoviário editado pelo DER em 2011 (exemplar que o colunista possui). Sem falar em ligação ainda mais antiga ligando São Paulo, via norte pioneiro com o sul do Brasil. Num tempo em que ferrovia era considerada prioritária num país continental.

Anel da discórdia

Depois da criação do anel de integração, composto basicamente por estradas federais sucateadas, obrigando o governo Jaime Lerner a adotar o pedágio, assumido por empresas privadas, pouco ou quase nada foi ampliado. De discussão em discussão, o Paraná sofreu um atraso extraordinário. Álvaro Dias em seu governo, duplicara o trecho Ponta Grossa-Castro, deixando a base seguinte implantada. Só no se3gundo governo, Requião completou até Piraí do Sul.

Mão única

Requião optou  pela duplicação da ‘rodovia da morte’, BR-376, até Pedra do Araraquara, divisa com Santa Catarina. Trecho perigosíssimo que pertence ao governo federal, que, ao que se saiba, ainda não ressarciu o governo do Paraná desse gasto imprevisto. Estranho país este em que o governo federal, inadimplente com um estado, quando a situação é inversa, nega-lhe acesso a financiamentos.

Gente que faz

Publicação no domingo mostrou o sucesso extraordinário de jovens atendidos pelo programa Bom Aluno. Criado pelos dois sócios da BSColway, hoje com parceiros da iniciativa privada e área empresarial. Dos 14 que se submeteram a vestibulares diversos, 13 aprovados, 6 deles com primeiros lugares. Um programa sem o qual mais de mil jovens jamais sonhariam com uma faculdade. Endereço eletrônico: www.bomaluno.com.br