Repercussão pífia
Sem nenhuma repercussão maior, na medida em que representou mais um convescote entre o governador Beto Richa, devidamente acompanhado pelo senador Álvaro Dias, agora em paz com a cúpula do PSDB do Paraná com a definição de sua candidatura à reeleição ao Senado, e os seguidores do governo no PMDB, a comemoração meio forçada dos 30 anos das Diretas-Já, movimento que contribuiu para desestabilizar a revolução de 64, aconteceu sem surpresas. A preocupação seria a presença do senador Roberto Requião que certamente provocaria mal–estar entre, pode-se dizer hoje, seus ex-companheiros. Alguns que por sinal, não estariam onde estão, não tivessem se agarrado há tempos no então crescente prestígio do hoje quase rejeitado companheiro. Em realidade, a reunião, convocada para ser realizada na sede do PMDB, serviu para dar uma demonstração de força do grupo que hoje apóia Richa. Abstraindo-se algumas presenças de nomes que ainda defendem a candidatura própria de Requião ou de Orlando Pessuti, a presença dominante foi de peemedebistas governistas e funcionários convocados a marcarem presença. Um evento sem efeito algum. Até por que, embora Curitiba tenha sido a cidade-teste, desse evento (e de produtos) por sua característica de cidade fria (no caso pouco sociável), o movimento pró-Diretas só se consolidou depois da fantástica concentração de São Paulo com quase dois milhões de pessoas nas ruas. Inclusive, os bastidores do encontro curitibano mostram que alguns comparecimentos foram decididos à última hora, quando a inesperada presença popular já garantia o seu sucesso. Nomes nacionais como Ulisses Guimarães, Covas, Montoro, especialmente esses dois últimos que posteriormente se afastariam do PMDB, marcaram presença. Eles mudaram, revoltados com o fisiologismo que assolou o partido; o PMDB permaneceu o mesmo!
Importante…
Para quem construiu sua enorme aceitação em cima de medidas como a faxina ética que promoveu no ministério no primeiro ano de governo, botando para a rua nomes que haviam sido escolhidos por Lula, e mantidos inicialmente em seu governo, a postura da presidente Dilma nas mudanças que se anunciam no ministério, não lembra a da presidente que não transigia com as malfeitorias.
…é a eleição
Aconselhada novamente por Lula, sua estratégia para manter o maior número possível de partidos apoiadores (leia-se minutos na TV) não condiz com sua fama inicial. O que vale é a força que o partido pode agregar à campanha. Outras qualidades, com ênfase especial à ética, não entram na avaliação. O importante é manter PT, PMDB, PR, PROS, PDS, PTB, PDT, PCB e PRB ao alcance do laço. Ao preço que cada um impuser.
É justo!
À pergunta formulada sobre o salário do condenado Delúbio Soares, autorizado a trabalhar na CUT ganhando R$ 4,5 mil mensais que são retirados da contribuição obrigatória que cada funcionário de entidades ligadas à Central desconta, outra questão: cada preso custa em média R$ 2 mil reais por mês ao governo. Dinheiro bancado pelos meus, pelos seus impostos. Não seria justo que ele pagasse a sua pensão?
Novo julgamento
O ano eleitoral vai ser sacudido por mais um julgamento no STF, que pode ter repercussão quase idêntica ao que ocorreu em 2013: o assim chamado mensalão tucano, em função de ações ocorridas na tentativa de reeleição de Eduardo Azeredo, ao governo de Minas, em 1998. Denúncia acolhida em 2010. Em função dos nomes serem menos conhecidos a repercussão será menor; suficiente porém para esvaziar parcialmente os efeitos do mensalão do governo Lula.
Em choque
Especialista em frases apaziguadoras, reflexo talvez de sua formação como seminarista, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a exemplo do que fizera em relação às manifestações de junho, recomenda: Precisamos criar uma convivência com os rolezinhos.
