Festa preocupante

A afirmação do presidente regional do PMDB, deputado Osmar Serraglio de que ninguém vai para a guerra sem saber o que defender e quem está do seu lado, deixa bem claro o estado de espírito dos peemedebistas do Paraná, mais divididos do que nunca. Justifica igualmente a possibilidade de realização de uma pré-convenção, para definir a posição do partido em 2014, embora essa decisão não tenha valor definitivo que só será dada pela convenção de junho. O certo é que três correntes do partido lutam por posições diferentes, o que assegura que, mesmo na eventualidade de uma definição não haverá unanimidade. O senador Roberto Requião, para citar o mais expressivo nome individual do PMDB local, quer ser candidato ao governo mas impõe como condição que seu nome seja aclamado, não aceitando portanto uma disputa em que pode ser derrotado pelos companheiros  que desejam apoiar Beto Richa. Correndo por fora dessa bipolaridade, o ex-vice de Requião, Orlando Pessuti, mantém seu nome para representar o partido na disputa governamental, caso a opção seja pela candidatura própria. A reunião de ontem à noite na sede do PMDB, anunciada como suprapartidária, festa comemorativa aos 30 anos das Diretas-Já, à qual  Beto Richa foi convidado  já que seu pai  José Richa era o governador quando o evento ocorreu em Curitiba, pode ter dado uma avant-première do confronto a ser travado, possivelmente na última semana de março. A preocupação dos organizadores da festa era evitar conflitos nas oratórias, de vez que Requião nos últimos dias amplificou seus ataques ao governador, inclusive impedindo o pagamento de R$ 817 milhões ao Paraná. Apenas hoje a coluna saberá o que aconteceu.

Melhor desempenho

Nas oito eleições diretas para o governo do Estado, interrompidas em 1965 quando Paulo Pimentel foi eleito governador, numa tentativa do presidente Castelo Branco em mantê-las, e reiniciadas em 1982 com a eleição de José Richa, o PMDB tem o melhor histórico de participações entre todos os partidos. Lançou seis vezes candidato próprio e apenas uma vez foi derrotado por Jaime Lerner (PFL) em 1994.

Alívio…

Nova ausência do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, agora substituído pelo vice Ricardo Lewandowski, dá mais um alívio ao deputado federal João Paulo Cunha, condenado no processo do mensalão. A exemplo do que fez a substituta anterior, ministra Carmem Lúcia, Lewandowski também não determinará a prisão do parlamentar petista.

…provisório

Caberá assim a Joaquim Barbosa, em seu regresso da viagem à Europa onde profere palestras em Paris e Londres, determinar a prisão. Igualmente a decisão sobre se o delator do esquema, ex-deputado Roberto Jefferson, cumprirá sua pena em prisão ou em regime domiciliar dada sua frágil condição de saúde. Enquanto isso, Delúbio Soares   e Jacinto Lamas cumpriram segunda-feira o primeiro dia de trabalho fora da prisão.

Gente que faz

O final de semana foi pródigo em notícias que fazem a alegria dos brasileiros, acostumados a más novas. Enquanto no Fantástico, a ação  de um professor de música em Manaus, responsável pela formação de bandas de música com participação de jovens de classes pobres, era destacada, a coluna do jornalista Elio Gaspari elogiava a ação de um grupo de jovens empresários anônimos de Fortaleza que garimpam jovens talentos, igualmente carentes, para o projeto Primeira Chance em que  a oportunidade de desenvolverem seus estudos lhes é dada. Projeto semelhante ao Bom Aluno dos empresário paranaense Chico Simeão.

Em choque

Ex-governadores do Paraná (menos um que doa a aposentadoria que lhe foi concedida), aguardam com preocupação  a decisão da ação proposta pela OAB ao STF, acabando com a aposentadoria a eles concedida pela Constituição do Paraná. Com liminar anteriormente negada pela ministra Elen Gracie, que já se aposentou, o destino dessas aposentadorias está agora nas mãos da ministra Rosa Weber.