De perseguição midiática

A presidente Dilma e o PT estão  com mania de perseguição pela  imprensa. Não foi o primeiro e certamente não será o último pronunciamento em que Dilma faz referência a guerra psicológica, um dos argumentos que antecessores a seu governo, durante o regime militar, costumavam usar, àquela época contra quem discordava do regime (inclusive ela). A presidente, a exemplo do que disse agora em seu pronunciamento de final de ano, já dissera anteriormente, quando falava ao povo da Rocinha no Rio em junho do ano que passou, com transmissão ao vivo pela TV  naturalmente, que há no Brasil estardalhaço e terrorismo informativo. Isso por que alguns jornais e revistas criticam algumas ocorrências no país. Como ontem esta coluna o fez, tecendo comparações entre a nossa realidade atual e a vivida na Colômbia, em cima de informações do ministro da Fazenda daquele país. Ocorre que os números da economia colombiana, no momento, são muito melhores que os nossos. Não há pois, terrorismo nisso; apenas constatação. Do mesmo modo o presidente do PT paranaense, deputado Ênio Verri, não leva alguns dados em consideração ao afirmar que o PT perdeu a guerra da comunicação. Em nível nacional, o registro de escândalos como a compra da refinaria americana falida, pela Petrobras, intermediada por empresa belga, por uma revista semanal e um jornal paulista, por exemplo, morreu na casca. Se está sendo investigada pelo Ministério Público Federal, não se tem notícia. Esquece-se o deputado petista de lembrar que, em relação aos grandes grupos de comunicação, donos principalmente de poderosas redes de TVs e rádios, o silêncio forçado pelas polpudas verbas das estatais, é quase absoluto. Denúncias só merecem registro em tais veículos quando adquirem a condição de escândalo popular. Estão vendo tempestade no semi-árido nordestino.

Em tempo

As constatações da coluna, ontem,  foram feitas em cima da entrevista concedida à Folha de São Paulo pelo ministro Maurício Cárdenas. Como não houve nenhum desmentido oficial brasileiro, os números divulgados são legítimos, embora desfavoráveis ao Brasil. Não se trata pois de guerra psicológica.

Como ficamos!

Um registro que cabe, por exemplo, é este. A presidente Dilma exige, desde o início de seu governo, ser chamada de Senhora Presidenta. Embora, seus discípulos aceitem a exigência, a maioria não concorda com ela. Até o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, não estando em sua presença, em entrevista sobre o Sisu, ao responder a pergunta sobre mudanças no governo, disse textualmente: Não há nenhuma definição da presidente  em relação às mudanças dos ministros que sairão candidato. Como dito acima, a imprensa só registra…

Telhado de vidro

O senador Roberto Requião, especialista em críticas a situações vividas por seus adversários políticos, especialmente quando esse adversário se chama Jaime Lerner, foi apanhado com a boca na botija. Liderou os gastos com diárias em suas viagens internacionais: R$ 52,7 mil em 2013. Sem contar os custos com transportes. Para atender compromisso com o (importantíssimo) Parlamento do Mercosul, segundo sua assessoria. Se o brasileiro está tendo dificuldade em ver os méritos do parlamento nacional, imagine-se a importância que dá a esse outro!

Promessa ao vento

Fugindo um pouco da área política normal, para ingressar na esportiva: só o colunista não se surpreendeu com o desabafo crítico do jogador Paulo Baier contra o presidente atleticano, na segunda-feira, ao se despedir da torcida, de quem foi ídolo. Isto porque a coluna já afirmara anteriormente que, o anúncio do compromisso de renovação do presidente Mário Celso Petraglia, pelo auto-falante, em pleno estádio lotado, recebida com aplausos, não tinha nenhum valor!

Em choque

No esporte, como na  política, poucos dão à sua palavra o valor que homens como  Jaime Canet Jr. dava, às responsabilidades  que assumia como governador. Não prometo; assumo compromisso, dizia. Não precisava assinar!