Livro bomba
Um livro fadado a dar o que falar está movimentando os meios políticos: Assassinato de Reputações. Escrito por um ex-Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., que caiu por suposto envolvimento com um chinês pertencente à máfia, ele traz denúncias sobre assuntos escandalosos, mal explicados e por isso mesmo sujeitos a serem requentados a cada instante. Participante por três anos do alto escalão do governo Lula, Tuma confirma aquilo que a oposição gritou ao vento: que o Ministério da Justiça ao qual sua Secretaria estava vinculada, no período, foi uma fábrica de dossiês contra os adversários; repõe em discussão o nunca explicado assassinato do prefeito petista Celso Daniel, com detalhes que envolvem nomes em evidência no governo Dilma, como o secretário Gilberto Carvalho; além de colocar a suspeita de existência de uma conta no exterior, à época, para onde eram enviados recursos do mensalão. Essas, algumas das bombásticas revelações que causarão reboliço em Brasília. Como Romeu Tuma Jr., filho do mais importante delegado federal da época final da revolução, com tanta notoriedade que se elegeu Senador por São Paulo, ele próprio um experiente delegado, com as experiências somadas sabe bem que terá que provar as afirmações feitas; certamente estará abastecido para a convocação que a oposição lhe fará para depor no Congresso. A frase do sempre antenado senador Álvaro Dias já sinaliza para isso: Não podemos ficar apenas assistindo às denúncias. É nosso dever, ouvi-lo! Certamente pela ousadia demonstrada no livro, ele não recusará o convite. Mas, como atinge frontalmente o PT, temos consciência que o governo vai tentar blindar a aprovação deste convite.
Enfim!
Uma das tentativas de poder fazer uso dos Depósitos Tributários, que envolvem ações em que o estado é parte, recursos administrados pelo Tribunal de Justiça, finalmente será atendida, à partir de 18 deste mês. Mesmo com algumas exigências ainda em andamento o governo já está habilitado a receber em parcelas, algo em torno de R$ 500 milhões (o cálculo final está sendo feito).
Quem pariu Mateus…
Os black-blocs, infiltrados nas torcidas organizadas, vão acabar conseguindo ampliar a rejeição que essas facções, ditas apaixonadas por seus clubes mas em realidade causando-lhes prejuízos técnicos e financeiros com as perdas de mando advindas de seus comportamentos violentos; além de, como nas manifestações de junho, acabarem por expulsar dos estádios os verdadeiros e pacíficos torcedores e seus familiares.
Relatoria reformulada
Quem conhece o desembargador Antônio Loyola, já esperava a sua atitude. Com bom relacionamento com a família Camargo, tendo sido convidado a fazer a saudação ao desembargador Clayton Camargo em sua posse, já se imaginava que se daria por impedido para a função de relator do mandado segurança impetrado pelo ex-deputado e agora ex-Conselheiro do Tribunal de Contas, Fábio Camargo, na tentativa de reassumir o cargo do qual foi afastado, liminarmente. O novo relator será o desembargador Ruy Cunha Sobrinho.
Acordo final
Um acordo entre o Tribunal de Justiça e a Assembleia Legislativa do Paraná, beneficia os imóveis de menor custo, na medida em que o aumento para 0,3 não foi acatado. O 0,2% incide sobre imóveis mais baratos, até um total de R$ 817,80. Com o impasse criado pela negativa do presidente da Assembleia, Valdir Rossoni, de colocar em votação o aumento de 0,2% para 0,3%, a negociação evoluiu. Assim o limite de 0,2 (permanece o mesmo) e sofre ligeiro acréscimo em imóveis de R$ 409 mil até R$ 911 mil.
Em choque
Uma nota triste: boa parte da sessão de ontem foi dedicada a homenagens à senhora Olga Rossoni, genitora do presidente da Casa de Leis, falecida na madrugada de terça-feira, em Curitiba. Gaucha de Antonio Prado, dona Olga veio para a região de Bituruna, ainda jovem, onde constituiu família. O corpo foi trasladado para a cidade do sul do Paraná, onde foi velado e sepultado. A coluna apresenta a Valdir Rossoni e seus familiares suas condolências.
