Sem contestações

Num longo arrazoado em que prova o alto custo incidente sobre o transporte das safras paranaenses, por rodovia, em função dos preços praticados nas praças de pedágio, a Ocepar, organização central das Cooperativas do Paraná posiciona-se contra os novos aumentos autorizados. Reação em defesa do agricultor que, além de arcar com os riscos, especialmente climáticos, a que sua atividade, trabalhosa e de alto risco está sujeita,  e que, em vários momentos tem salvo a economia do país. Num país que priorizou o transporte rodoviário, cobrando impostos em níveis escorchantes, o pedágio só se justificou pela absoluta falta de investimentos no setor. Daí o preço, especialmente no Paraná, ser abusivo. O reajuste, mesmo que contratual, incluído numa peça jurídica draconiana, compromete 8,5% da renda do produtor, lembra a Ocepar no artigo de seu presidente João Paulo Koslowski. Levantamento efetuado pela Central em 27 praças, constata que os valores praticados anteriormente, já estavam acima da realidade e não condizentes com os serviços efetuados e de estradas apropriadas. Acrescente-se a esses 5,72% aprovados pela Agepar, o degrau tarifário de 3,82% em função da duplicação Medianeira-Matelândia. Apenas para efeito de comparação que desmonta argumentos, na recente concessão arrematada pela Odebrecht, em Mato Grosso, BR-163, a cada 100 quilômetros percorridos por um carro de passeio, corresponderá o valor de R$ 2,638. Dois reais e menos de 70 centavos. No Paraná, esse mesmo veículo, para perfazer os 90 quilômetros que separam Curitiba de Paranaguá, pagará R$ 15,90, levando á conclusão de que o pedágio aqui praticado, é imoral!

Magnanimidade

O novo aumento ocorre num mau momento. Discute-se na CPI da Assembleia, os detalhes desses contratos assinados no segundo governo de Jaime Lerner. Mesmo abstendo-se de analisar a oportunidade de implantação, na medida em que as  estradas, especialmente as federais estavam realmente em precárias condições, sem perspectivas de investimentos, os que negociaram os contratos foram magnânimos com os empresários. E o aumento atual, para desespero dos agricultores,  coincide com os  propostos pela Petrobras, gasolina e diesel, encarecendo mais produção e transporte.

Gênios do mal

Novembro termina com as forças políticas em choque. Também no Paraná. Em São Paulo, as denúncias com jeitão dos aloprados, cheira a revanche dos petistas contra os

tucanos, para confrontar com o mensalão. Por aqui, o uso da internet que certamente vai ser instrumento preferido dos gênios do mal, já começa a mostrar sua força.

Guerra cibernética

Gleisi Hoffmann exige uma retratação do governo Richa, de vez que um suposto funcionário comissionado, Zé Beto Maciel faria parte de página no Facebook, com difamações à ministra. Página com o título Gleisi, não foi  retirado do ar pela Justiça Eleitoral. Beto rebate informando  que o PT sim, tem militância cibernética. Mas não tenho as mesmas facilidades de um ministro da Comunicação ou de um secretário do governo federal.

Ponto e…

Ambos, ministra e governador , estiveram em atividades na sexta-feira em Curitiba. Gleisi, acompanhada do prefeito Gustavo Fruet, visitou unidade de saúde no Tatuquara. Ao afirmar que a presidente Dilma sempre estimulou que os ministros a visitarem os programas de governo, especialmente os de saúde, Gleisi completou com novas críticas ao problema criado no Facebook.

…contra-ponto

Richa, acompanhando o governador de Pernambuco e pré-candidato á Presidência, pelo PSB, Eduardo Campos, participou de evento em Pinhais que reuniu 5 mil representantes do agronegócio. Para construirmos um Brasil forte, temos que conversar com o campo, afirmou Campos, desfazendo mal-entendidos provocados por Marina Silva.

Em choque

Sutil: Eduardo Campos, em Curitiba, saiu-se com esta: Há questões que podem ser resolvidas com planejamento, racionalidade e uma turma que saiba fazer. O time de falar já está completo!