Quem acredita!

Os empréstimos autorizados pela Secretaria do Tesouro Nacional aos estados foram tema de debate na terça-feira na Assembleia Legislativa do Paraná. Inicialmente com pronunciamento do deputado Elio Rusch, vice-líder do governo, baseando-se em matéria da Gazeta do Povo, que também mereceu comentário desta coluna. O parlamentar democrata fez coro às matérias divulgadas, entendendo ter havido sim, discriminação contra o Paraná. Como explicar que apenas  três dos sete empréstimos agora negociados pelo estado, tenham sido liberados, quando todos os demais 25 estados e o Distrito Federal já receberam avais do STN. Um único financiamento do BNDES, anterior, ao tempo do governo complementar de Orlando Pessuti, fora liberado. Ainda assim por ser destinado a obras da Copa, isto é, à adequação do estádio do CAP aos quatro jogos que Curitiba sediará. Para essas obras, como é sabido, todas as cidades que sediarão jogos (12 ao todo) tiveram facilidades. Já para os demais empréstimos que irão beneficiar saúde, educação, infraestrutura, agricultura, com obras e investimentos, as exigências aumentam. Além disso, é difícil acreditar que estados como Santa Catarina, Maranhão, Alagoas, que contam com fortes presenças políticas, e todos os outros, tenham cumprido  as condições que ao Paraná são impostas. Só este estado que, em quase tudo é  exemplo, não cumpriu todos os quesitos como depois sugeriu o deputado Elton Welter (PT), contestando o pronunciamento do parlamentar democrata?  Conhecendo como se conhece a administração pública brasileira e sua burocracia que, no dizer de Afif Domingos, hoje engajado no governo Dilma, cria dificuldades para vender facilidades, é difícil de aceitar. Como sempre  a coluna vale-se do Pangloss, o eterno otimista de Voltaire, que achava ir tudo bem no melhor dos mundos. Só ele mesmo para acreditar!

Interferências, sim!

Para completar o ciclo das interferências contra o Paraná, o rumoroso caso dos empréstimos do Proinveste. Foram R$ 20 bilhões repassados pelo BNDES, Banco do Brasil e Caixa, para atender às emergências de estados brasileiros, atingidos pela crise internacional. Só os R$ 817 milhões solicitados pelo Paraná não foram liberados.

Correção

Menos mal que após recente audiência com a presidente Dilma, o governador Beto Richa obteve a garantia dada por ela de que esse empréstimo seria liberado. Mais do que isso: tomou medidas imediatas para corrigir a situação. Sinal evidente de que desconhecia o fato!

Leitura obrigatória

A propósito de demandas não atendidas, num período em que este estado clama por mais respeito, vale lembrar o oportuno livro escrito pelo jornalista Walter Schmidt, em parceria com Adolpho de Oliveira Franco Jr., rememorando a vida de um paranaense que honrou a tradição de grandes nomes que participaram da vida pública neste estado. Relatada no livro Adolpho de Oliveira Franco – Advogado do Paraná.

Rédea curta

A reunião da presidente Dilma Rousseff com lideranças do Congresso, apelando no sentido de que não sejam introduzidas medidas que aumentem os gastos, dá uma mostra clara das dificuldades financeiras vividas pelo governo. Isso apesar do aumento de arrecadação das receitas federais em R$ 10 bi, no mês de outubro,  que podem inclusive ser originadas na própria  contenção de despesas na iniciativa privada, o que contraditoriamente aumenta seus lucros.

Mão fechada

A exemplo do que fez com o reajuste dos cartórios em 2012, não colocado em votação pelo presidente da Assembleia Legislativa mas, novamente em foco em 2013, Valdir Rossoni leva as lideranças partidárias para discutir com o novo presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Guilherme Luiz Gomes, redução no índice do Funrejus, encaminhado à Casa de Leis.

Em choque

A prescrição dos crimes atribuídos ao ex-diretor do BB, Henrique Pizzolato, hoje foragido e procurado pela Interpol, só prescreverão em 12 anos. Enquanto isso uma batalha diplomática será travada para obter da Itália a sua extradição.