Dois pesos…

A resposta do ministro Paulo Bernardo à correspondência recebida por ele e os dois outros ministros paranaenses em Brasília,  enviada pelo deputado Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa, pedindo empenho na aprovação dos empréstimos solicitados pelo governo do Paraná, foi curta e grossa: o caminho é cumprir a lei. Suscitando assim nova manifestação de Rossoni: Continuamos governando para construir estádios. Quando se quer atender melhor a saúde, a educação (objetivo dos empréstimos) tem todas essas exigências (da União).  Uma referência já feita por esta coluna às obras exigidas pela FIFA para que o país pudesse sediar a Copa do Mundo, que, de fato, receberam todas as facilidades do governo, mesmo que sob o protesto de milhões de brasileiros. Sabedores de como as coisas acontecem neste brasilzão,  esses que se manifestaram contra a construção de luxuosos estádios, inclusive em regiões onde tais obras não se justificavam , já anteviam o desperdício de dinheiro público, num país cuja infraestrutura para atender à demanda de crescimento, está praticamente sucateada. Na linguagem esportiva, Paulo Bernardo ergueu a bola para Rossoni. Ficasse apenas nisso e o amor do brasileiro pelo futebol talvez justificasse os excessos. Acontece que em outras áreas como o BNDES, que se abastece no Tesouro Nacional para emprestar recursos a projetos fadados a dar com os burros n’água, como as aventuras mergalomânicas de Eike Batista, as exigências não existem. Para atender a um estado como Paraná, cuja contribuição à economia do país é extraordinária, as exigências são cumpridas. Durma-se com um barulho desses…

Unidade garantida

A se avaliar como verdadeiras as afirmações de José Serra, em Curitiba, onde proferiu palestra na Associação Comercial do Paraná, voltou a reinar a paz entre os tucanos. Na semana anterior Serra afirmara que o PSDB parecia tentar ser aceito pelo PT, contestando a antecipação da escolha do candidato Aécio Neves. Aqui, garantiu que o partido estará unido em 2014.

Aparelhamento criticado

Já Aécio Neves vem criticando as administrações petistas que vem aparelhando o país. O critério para ocupar cargos é ser partidário, deixando a competência e a seriedade em segundo plano. Daí a sua ideia de reestatizar a Petrobras, insinuando que os problemas dessa que já foi uma das mais conceituadas empresas do setor petrolífero, estar vivendo dificuldades.

Dois do mesmo

Embora vencedora em todo o estado, a hoje mais importante corrente do PT,  Construindo um Novo Brasil, da qual participam os ministros Gleisi e Paulo Bernardo, além de outros nomes de peso no diretório regional como o reeleito Ênio Verri, vai ter que assistir a uma disputa entre dois companheiros da mesma vertente, no segundo turno em Curitiba.

Fissuras eleitorais

O apoio dos deputados Ângelo Vanhoni, e Dr. Rosinha, além dos citados ministros  ao candidato Zuca, valeu-lhe 34% dos votos; insuficientes porém para vencer em primeiro turno a Natalino Bastos, apoiado pelo vereador curitibano Pedro Paulo e pelo deputado André Vargas. Apoio que irritou Gleisi Hoffmann, na medida em que Vargas sempre votou com o grupo conhecido como de Londrina.  A depender da ministra Gleisi, o sonho de Vargas de disputar o Senado, estará furado, afirma-se.

Em choque

O surgimento do contrato suspeito entre a Petrobras e a construtora Odebrecht, no valor de US$ 825,6 milhões, fez com que deputados petistas saíssem em defesa do ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. Defesa que não ocorreu quando, no mandato desse ex-presidente da empresa, um escândalo abalou seu cargo, por conta de participação da Petrobras numa refinaria americana adquirida por empresa belga. Um escândalo bem superior a 1 bilhão.