Questionamento válido
Este colunista, depois de uma longa vivência neste estado, inclusive com passagens por assessorias de governo, tem uma visão periférica de quase todo o Paraná. Municipalismo é um assunto que domina razoavelmente bem. Daí dar uns pitacos quando projetos de reforma na infraestrutura são anunciados, especialmente na capital onde reside há 56 anos. Um dos grandes feitos de Jaime Lerner, criatividade evoluída de suas andanças pelo mundo, na medida em que segundo Lavoisier, nada se cria e nada se perde: tudo se transforma (ou evolui), foi a implantação de um sistema de canaletas para uso exclusivo de ônibus. Nelas se investiu muito dinheiro, ainda recentemente, no governo anterior, que hoje Gustavo Fruet é obrigado a concluir. Investimentos fadados a serem jogados no limbo se prosperarem as informações de que o trajeto previsto para o metrô, segue exatamente o traçado da canaleta Pinheirinho-Santa Cândida, em quase toda a sua extensão. Com a conseqüente eliminação da faixa terrestre destinada aos ônibus. Projeto que o bom senso imagina não tenha este destino. Com o desenvolvimento da capital que cresce a olhos vistos, não será uma boa solução. Mesmo com as novas linhas BRT que se pretende implantar em futuro próximo. A grande virtude de Lerner como prefeito foi planejar Curitiba para o futuro, futuro que por sinal chegou antes do previsto. São notórias hoje as dificuldades em mobilidade urbana nesta capital que assistiu o avanço obtido por outras cidades. O planejamento deve restituir à capital paranaense a vanguarda que sempre ocupou no setor, não eliminar suas conquistas.
Briguinha…
Uma briga que intrigou a imensa maioria que desconhecia o assunto, veio à tona de forma inesperada. Nos recentes desencontros ocorridos entre Tribunal de Justiça, Governo do Estado e Assembleia Legislativa, que culminaram com a ida de Fábio Camargo para o Tribunal de Contas, um tema prosperou: a briga de famílias interessadas em administrar falências. Situação com poucos atrativos. Aparentemente!
…requentada
A recente dificuldade vivida pelo grupo do ex-bilionário empresário Eike Batista e seus sonhos mirabolantes, trouxe mais luz ao assunto. Com a possibilidade real de a Justiça não aceitar a recuperação judicial proposta pela OGX, se houver falência, um administrador será indicado. Se receber o previsto na legislação como honorários (até 5%) uma bagatela acima de R$ 500 milhões na medida em que a dívida da empresa é de R$ 11,5 bilhões.
Efeito X
O efeito cascata previsto com as dificuldades da OGX e a empresa de construção naval do grupo de Eike, já chegou a Pontal do Paraná, onde a Techint fora contratada para construir duas plataformas para a OSX. Com uma já desativada e outra estacionada, a empresa demitiu cerca de 2 mil pessoas, gerando um sério problema para a economia da cidade litorânea. A expectativa reside em que a plataforma P-76 da Petrobras demande já em 2014 a contratação de número equivalente de funcionários.
Agora vai!
Assunto desgastante que de há muito gera problemas à economia do litoral paranaense, especialmente na área de turismo, a construção da sempre anunciada e nunca transformada em realidade ponte da travessia Guaratuba-Matinhos, ainda feita pelo arcaico sistema ferryboat, agora é briga do Ministério Público do Paraná. A ação movida pela 1ª. Promotoria de Justiça de Guaratuba exige que o DER dê início aos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto. Segndo o DER, medida a ser iniciada em 2014.
Em choque
O discutível ponto facultativo do dia 20, questionável pelo pouco que se trabalha neste país não pelo mérito da homenagem à Consciência Negra, ainda vai dar margem a muita discussão. Como no caso do horário brasileiro de verão, que afeta milhões de trabalhadores brasileiros por uma economia de R$ 400 milhões. Isso se rouba em São Paulo, nas barbas do prefeito. Para só citar um exemplo!
